Fatores socioeconômicos e fisiopatológicos da mortalidade infantil por doenças respiratórias
Palavras-chave:
Mortalidade infantil; Mortalidade neonatal; Doenças respiratórias; Fatores socioeconômicos; Saúde pública.Resumo
RESUMO
OBJETIVO: Este estudo analisou os fatores associados a óbitos infantis por doenças respiratórias no Brasil e na Região Metropolitana de Sorocaba entre 1996 e 2022. MÉTODOS: Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo baseado em dados do DATASUS. Foram considerados indicadores como taxa de mortalidade, faixa etária, sexo, cor/raça, escolaridade materna, tipo de parto, peso ao nascer e duração da gestação. RESULTADOS: Observou-se uma tendência geral de redução das taxas, com declínio médio anual de 6,1%. Apesar dessa queda, a mortalidade manteve-se mais elevada em regiões com menor renda, saneamento precário e baixa escolaridade materna, evidenciando o impacto das desigualdades sociais. O período pós-neonatal (28 a 364 dias) concentrou a maioria dos óbitos, principalmente entre meninos, o que reflete vulnerabilidades biológicas e maior exposição a fatores ambientais, como poluição e tabagismo passivo. A redução das taxas de mortalidade no país, demonstra o efeito positivo de políticas públicas, como a Estratégia Saúde da Família e o Programa Nacional de Imunizações, que contribuíram para a diminuição das mortes por doenças respiratórias. Contudo, as disparidades regionais persistem, indicando a necessidade de fortalecer a atenção primária, ampliar a cobertura vacinal, incentivar o aleitamento materno exclusivo e garantir acesso oportuno a serviços pediátricos de emergência. CONCLUSÃO: Os resultados reforçam a importância de estratégias intersetoriais e equitativas em saúde, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 3), que visam reduzir a mortalidade infantil e neonatal até 2030.
DESCRITORES: Mortalidade infantil; Mortalidade neonataL; Doenças respiratórias; Fatores socioeconômicos; Saúde pública.
