O espessamento médio-intimal como preditor de doença arterial coronariana: implicações da aterosclerose subclínica

Autores

Palavras-chave:

Aterosclerose, Espessamento médio-intimal, Doença arterial coranariana

Resumo

OBJETIVO: Descrever a relação entre o espessamento médio-intimal da carótida (cIMT) e a presença de doença arterial coronariana (DAC). MÉTODOS: Trata-se de uma revisão de literatura narrativa. Foram considerados estudos observacionais, meta-análises, revisões sistemáticas e ensaios clínicos randomizados, de 2016 a 2024. RESULTADOS: O cIMT é um indicador subclínico de aterosclerose e preditor da DAC, sendo um marcador de risco cardiovascular. Está associado a fatores de risco como hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus tipo 2 (DM2), dislipidemia e tabagismo. A HAS e a DM2 promovem estresse oxidativo e inflamação, contribuindo para o aumento do cIMT. Evidências indicam que anti-hipertensivos e terapias para dislipidemia podem reduzir o cIMT. O tabagismo também agrava o quadro, favorecendo a deposição de placas ateroscleróticas. A prevalência global do cIMT é de 27,6% em pessoas de 30 a 79 anos, refletindo a universalidade da aterosclerose. A progressão do cIMT apresenta diferenças sexuais, sendo geralmente maior em homens, devido a variações na composição e morfologia da aterosclerose. pelo fato de a morfologia e a composição da aterosclerose diferirem entre os sexos. Estudos sugerem que a redução de fatores de risco, como controle da HAS e da DM2, pode frear a progressão do cIMT e reduzir eventos coronarianos. CONCLUSÃO: O espessamento médio-intimal da carótida parece apresentar associação significativa com a doença arterial coronariana, configurando-se como um marcador de aterosclerose subclínica e de risco cardiovascular.
DESCRITORES: Aterosclerose; Espessamento médio-intimal; Doença arterial coronariana.

 

Abstract

OBJECTIVE: To describe the correlation between carotid intima media thickness (cIMT) and the presence of coronary artery disease (CAD). METHODS: This is a narrative literature review. Observational studies, meta-analyses, systematic reviews, and randomized clinical trials from 2016 to 2024 were considered. RESULTS: cIMT is recognized as a subclinical indicator of atherosclerosis and a predictor of CAD, serving as a cardiovascular risk marker. It is associated with risk factors such as systemic arterial hypertension (SAH), type 2 diabetes mellitus (T2DM), dyslipidemia, and smoking. SAH and T2DM promote oxidative stress and inflammation, contributing to increased cIMT. Evidence indicates that antihypertensive and lipid-lowering therapies may reduce cIMT. Smoking also worsens this condition, favoring the deposition of atherosclerotic plaques. The global prevalence of elevated cIMT is 27.6% among people aged 30 to 79, reflecting the universality of atherosclerosis. cIMT progression shows sex-related differences, generally being higher in men due to variations in atherosclerosis composition and morphology between sexes. Studies suggest that reducing risk factors, such as controlling SAH and T2DM, may slow cIMT progression and decrease coronary events. CONCLUSION: Carotid intima-media thickness appears to be significantly associated with coronary artery disease, representing a marker of subclinical atherosclerosis and cardiovascular risk.
KEYWORDS: Atherosclerosis; Carotid intima-media thickness; Coronary artery disease.

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Publicado

2026-06-16

Como Citar

1.
Marins Pereira Teixeira I, da Silva Dias Zambrana Pini BC, Augusto Da Cruz Ballerini AP. O espessamento médio-intimal como preditor de doença arterial coronariana: implicações da aterosclerose subclínica. Braz. Jour. Global Health [Internet]. 16º de junho de 2026 [citado 2º de julho de 2026];5(20):28-30. Disponível em: //periodicos.unisa.br/index.php/saudeglobal/article/view/804

Edição

Seção

Artigos de Revisão Sistemática, Metanálises e Narrativa