Português
Keywords:
Perfil de Saúde, Pediatria, Doenças do Recém-nascido, Mortalidade Infantil, Morte NeonatalAbstract
OBJETIVO: Caracterizar as causas de hospitalização neonatal, as patologias prevalentes, a necessidade de intervenções críticas e os desfechos de mortalidade. MÉTODOS: Os dados sobre os motivos de internações de neonatos foram coletados através de prontuários eletrônicos de um hospital público da Cidade de São Paulo, que foram analisados por meio de estatística descritiva. RESULTADOS: A amostra foi composta por 200 pacientes, dos quais 194 foram incluídos após exclusões. A maioria dos recém-nascidos (98,98%) foi admitida com 0 dia de vida, apresentando tempo médio de internação de 19,2 dias. Houve predomínio do sexo masculino (51,02%). Os principais motivos de internação foram condições respiratórias (44,39%), recém-nascidos pequenos para a idade gestacional (14,29%) e prematuridade (9,69%). Quanto aos diagnósticos pelo CID-10, destacaram-se P22.9 (síndrome de dificuldade respiratória do recém-nascido, 17,35%), P05.1 (pequeno para idade gestacional, 12,04%) e P22.8 (outras síndromes respiratórias, 10,71%). Todos os pacientes necessitaram de cuidados intensivos, com intervenções frequentes como intubação orotraqueal (16,84%), uso de drogas vasoativas (8,67%) e procedimentos cirúrgicos (4,59%). Os achados reforçam a predominância de causas respiratórias, prematuridade e baixo peso como principais determinantes de internação neonatal. CONCLUSÃO: Em geral, as internações neonatais concentram-se em causas respiratórias, principalmente CID-10 P22.9. Observou-se baixa mortalidade (1,5%), atribuída ao reconhecimento precoce e intervenções imediatas. Os resultados reforçam a importância da assistência qualificada no pré-natal e no parto para melhorar o prognóstico neonatal.
DESCRITORES: Perfil de saúde; Pediatria; Doenças do recém-nascido; Mortalidade infantil; Morte neonatal.
Abstract
OBJECTIVE: To analyze the causes of neonatal hospitalization, prevalent pathologies, the need for critical interventions and mortality outcomes. METHODS: Data on the reasons for hospitalization of newborns were collected through electronic medical records from a public hospital in the City of São Paulo, which were analyzed using descriptive statistics. RESULTS: The sample consisted of 200 patients, of which 194 were included after exclusions. The majority of newborns (98.98%) were admitted at 0 days of age, with an average length of stay of 19.2 days. There was a predominance of males (51.02%). The main reasons for hospitalization were respiratory conditions (44.39%), newborns small for gestational age (14.29%) and prematurity (9.69%). Regarding ICD-10 diagnoses, P22.9 (newborn respiratory distress syndrome, 17.35%), P05.1 (small for gestational age, 12.04%) and P22.8 (other respiratory syndromes, 10.71%) stood out. All patients required intensive care, with frequent interventions such as orotracheal intubation (16.84%), use of vasoactive drugs (8.67%) and surgical procedures (4.59%). The findings reinforce the predominance of respiratory causes, prematurity and low birth weight as the main determinants of neonatal hospitalization. CONCLUSION: In general, neonatal hospitalizations are concentrated due to respiratory causes, mainly ICD-10 P22.9. Low mortality (1.5%) was observed, attributed to early recognition and immediate interventions. The results reinforce the importance of qualified prenatal care and delivery to improve the neonatal prognosis.
KEYWORDS: Health profile; Pediatrics; Diseases of the newborn; Infant mortality; Neonatal death.







