ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA MORTALIDADE POR CÂNCER DE PÂNCREAS NO BRASIL ENTRE 2013 E 2023
Palavras-chave:
Epidemiologia, Mortalidade, Brasil, Câncer de pâncreasResumo
Introdução: O câncer de pâncreas é uma neoplasia silenciosa e altamente letal, com mortalidade crescente no mundo e no Brasil, marcada por diagnóstico tardio, desigualdades regionais e maior ocorrência em homens e indivíduos acima de sessenta anos, influenciada por fatores biológicos, comportamentais e metabólicos. Compreender esses padrões é fundamental para orientar estratégias de prevenção e melhorar a detecção precoce. Este estudo buscou analisar a mortalidade por câncer de pâncreas no Brasil entre dois mil e treze e dois mil e vinte e três, considerando diferenças regionais, por sexo e por faixas etárias, além de avaliar tendências temporais e aspectos relacionados ao estadiamento ao diagnóstico. Metodologia: Foi realizado um estudo descritivo retrospectivo baseado em dados secundários do sistema nacional de informações sobre mortalidade e de projeções populacionais oficiais. Foram incluídos todos os óbitos atribuídos ao câncer de pâncreas como causa básica, estratificados por sexo e grupos etários, com cálculo de taxas padronizadas por cem mil habitantes e análise temporal ao longo do período estudado. Dados agregados sobre estadiamento tumoral também foram examinados. Resultados e discussão: Os resultados mostraram aumento contínuo da mortalidade, com valores mais elevados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de crescimento proporcional expressivo no Norte e Nordeste. Observou-se maior mortalidade em homens e incremento acentuado nas faixas etárias avançadas. Houve predominância de diagnóstico em fases tardias, evidenciando limitações no acesso ao diagnóstico precoce, baixa identificação de grupos de risco e influência de condições estruturais e socioeconômicas. Esses achados reforçam desigualdades regionais e a persistente dificuldade em detectar a doença em estágios iniciais, contribuindo para sua elevada letalidade. Conclusão: Conclui-se que o câncer de pâncreas permanece um desafio relevante de saúde pública no Brasil, marcado por tendência crescente, maior ocorrência em homens e em forte influência da idade, o que reflete diferenças conhecidas na exposição a fatores de risco, na suscetibilidade metabólica e na vulnerabilidade associada ao envelhecimento. O estudo contribui ao atualizar o panorama nacional da mortalidade e ao destacar a necessidade de políticas de vigilância, prevenção, ampliação do acesso a serviços especializados e fortalecimento do diagnóstico precoce.
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