Repercussões psicossociais da Diabetes Mellitus Tipo 1 em crianças e adolescentes
Palavras-chave:
Diabetes Mellitus Tipo 1, criança, adolescente, impacto psicossocialResumo
OBJETIVO: Analisar os efeitos da Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) sobre o desenvolvimento psíquico, social e familiar de crianças e adolescentes portadores da doença. MÉTODOS: Revisão bibliográfica integrativa. A busca foi realizada nas bases de dados LILACS, MEDLINE, PubMed e SciELO de estudos publicados em inglês, espanhol e português entre 2013 a 2023 utilizando os descritores “Diabetes Mellitus, Type 1”, “Type 1 Diabetes”, “Child”, “Adolescent” e “Psychosocial Impact”. Os artigos foram avaliados considerando o sistema de classificação em níveis de evidência (NE) da Oxford Centre Evidence-Based Medicine. RESULTADOS: Identificados 24 estudos que atenderam aos critérios de inclusão e exclusão. Os resultados apontaram para maior número de pesquisas qualitativas ou exploratórias, com nível de evidência 2C. Crianças e adolescentes com DM1 apresentam pior controle glicêmico quando há distúrbios emocionais, depressão ou percepção negativa da doença, fatores que se intensificam na adolescência. Questões como ganho de peso, compulsão alimentar e baixa autoestima impactam ainda mais o manejo da doença. O ambiente social e econômico também influencia: bullying, conflito familiar e baixa renda estão associados a menor adesão ao tratamento e maiores complicações. CONCLUSÃO: Redes de apoio familiar, escolar e acompanhamento multidisciplinar favorecem a adesão, autonomia e qualidade de vida. Estratégias de enfrentamento, como autocuidado, resiliência e uso de tecnologias de monitoramento podem melhorar o controle glicêmico.
DESCRITORES: Diabetes Mellitus Tipo 1; Criança; Adolescente; Impacto Psicossocial.
Abstract
OBJECTIVE: To analyze the effects of type 1 diabetes (T1D) on the psychological, social, and family development of children and adolescents living with the disease. METHODS: It was conducted an integrative literature review with a descriptive and quantitative approach. Searches were performed in the LILACS, MEDLINE, PubMed, and SciELO databases for studies published in English, Spanish, and Portuguese between 2013 and 2023. The descriptors used were “Diabetes Mellitus, Type 1,” “Type 1 Diabetes,” “Child,” “Adolescent,” and “Psychosocial Impact.” Articles were evaluated according to the Oxford Centre for Evidence-Based Medicine levels of evidence. RESULTS: A total of 24 studies met the inclusion and exclusion criteria. Most research was qualitative or exploratory, with a 2C level of evidence. Children and adolescents with T1D exhibited poorer glycemic control when accompanied by emotional disorders, depression, or negative disease perceptions were present, which intensified during adolescence. Issues such as weight gain, binge eating, and low self-esteem further impacted disease management. Social and economic factors also influenced outcomes: bullying, family conflict, and low income were associated with lower treatment adherence and greater complications. CONCLUSIONS: Family and school support networks and multidisciplinary care promote adherence, autonomy, and quality of life. Coping strategies, including self-care, resilience, and the use of monitoring technologies, can improve glycemic control.
KEYWORDS: Diabetes Mellitus, Type 1; Type 1 Diabetes; Child; Adolescent; Psychosocial Impact.
