Quando o papel “fala”: o impacto da interferência do adulto na sondagem diagnóstica em conflito com o direito de escrita da criança no processo de alfabetização inicial
Palavras-chave:
ALFABETIZAÇÃO, SONDAGEM DIAGNÓSTICA, INTERFERÊNCIA, ESCRITA INFANTIL.Resumo
O presente estudo, desenvolvido no curso de Pedagogia da UNISA, tem como objetivo compreender de que maneira a interferência do adulto e o uso excessivo de recursos visuais durante a sondagem diagnóstica podem comprometer a identificação da hipótese de escrita da criança e, consequentemente, sua compreensão do sistema de escrita alfabético (SEA). Essa influência repercute diretamente no planejamento e nas metodologias adotadas pelo professor, que depende do diagnóstico para orientar suas intervenções. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, fundamentada em estudos bibliográficos e na análise de um caso prático. O referencial teórico apoia-se em autoras fundamentais da área da alfabetização, letramento e avaliação, como Ferreiro, Teberosky, Soares e Weisz, além de documentos orientadores, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o Documento Orientador para Sondagem de Língua Portuguesa, da Prefeitura de São Paulo. Os resultados evidenciam a importância de o professor conduzir a sondagem diagnóstica com sensibilidade e consciência pedagógica, evitando interferências que distorcem o processo de aprendizagem. Conclui-se que uma prática alfabetizadora fundamentada teoricamente e comprometida com o respeito ao direito de escrita da criança é essencial para promover uma alfabetização mais significativa e de qualidade nas escolas brasileiras.
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