Carnaval de Olinda e Recife como patrimônio cultural

perspectivas educativas e antropológicas na construção de identidades culturais no Nordeste

Autores

  • Carlos Jefferson Medeiros de Souza Universidade de Santo Amaro

Palavras-chave:

Identidade Cultural, Resistência Cultural, Educação Popular, Prática Educativa, Antropologia do Carnaval

Resumo

O Carnaval de Olinda e Recife, reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo IPHAN em 2008, configura-se como uma manifestação cultural rica e multifacetada, marcada por tradições históricas afrodescendentes, indígenas e populares. Essa festa popular é analisada como espaço de resistência cultural, onde as expressões simbólicas — como os maracatus, o frevo e os bonecos gigantes — representam narrativas de afirmação identitária e enfrentamento das exclusões sociais. Além disso, o Carnaval se revela como uma potente prática educativa, capaz de promover a formação crítica, o senso de pertencimento e a valorização da diversidade cultural. A festa, ao ocupar as ruas e possibilitar a transgressão ritualizada das normas, cria um ambiente propício à convivência intercultural e ao diálogo entre gerações, funcionando como uma pedagogia do sensível fora dos espaços formais. Contudo, diante do processos de mercantilização e institucionalização, é fundamental que políticas públicas garantam o respeito à origem popular do Carnaval e o protagonismo das comunidades tradicionais. O presente estudo, baseado em uma revisão bibliográfica interdisciplinar, articula as contribuições de teóricos como Roberto DaMatta, Mikhail Bakhtin e Luís da Câmara Cascudo, para compreender o Carnaval como linguagem cultural complexa e instrumento de transformação social. Assim, o Carnaval de Olinda e Recife é reafirmado não apenas como festa, mas como patrimônio vivo, espaço de memória coletiva, resistência e educação para a cidadania plural.

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Publicado

2026-02-11

Como Citar

Jefferson Medeiros de Souza, C. (2026). Carnaval de Olinda e Recife como patrimônio cultural: perspectivas educativas e antropológicas na construção de identidades culturais no Nordeste. Revista Pluralistas - Revista Discente Interdisciplinar Da Universidade Santo Amaro – UNISA, 8(2), 56-68. Recuperado de //periodicos.unisa.br/index.php/pluralistas/article/view/774