Entre atenção primária e extensão universitária
desigualdades na qualidade de vida de participantes
Palavras-chave:
Determinantes sociais da saúde, Qualidade de vida, Equidade de gênero, Atenção primária à saúde, Avaliação em saúdeResumo
Estudo transversal analítico que objetivou analisar a associação entre determinantes sociais e qualidade de vida em participantes de um programa comunitário de práticas corporais vinculado a instituição de ensino superior privada, cujo acesso é mediado por encaminhamento da atenção primária, na região de Interlagos, zona sul de São Paulo (SP). Participaram 118 pessoas avaliadas entre fevereiro e abril de 2026. A qualidade de vida foi medida pelo WHOQOL-bref e as exposições foram sexo, raça/cor autodeclarada, renda familiar e idade. Utilizaram-se testes de Mann-Whitney, Kruskal-Wallis e regressão linear múltipla. A amostra foi majoritariamente feminina (83,1%), autodeclarada negra, parda ou indígena (63,6%) e com renda familiar de até dois salários-mínimos (78,0%). Em modelos ajustados, o sexo feminino associou-se à escores inferiores em todos os domínios: físico (-16,96; IC 95% -25,03 a -8,89), psicológico (-11,29; IC 95% -19,41 a -3,17), relações sociais (-11,42; IC 95% -21,01 a -1,83), meio ambiente (-12,15; IC 95% -19,60 a -4,70) e qualidade de vida geral (-17,08; IC 95% -26,45 a -7,71). A raça/cor associou-se ao domínio relações sociais (-8,38; IC 95% -15,72 a -1,03). A renda não apresentou associação. O arranjo intersetorial alcança população vulnerabilizada, mas a demanda é predominantemente feminina e chega em pior condição.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Pluralistas - Revista Discente Interdisciplinar da Universidade Santo Amaro – UNISA

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.


