Censura, controle informacional e bibliotecas durante a Ditadura Militar no Brasil
políticas de repressão e impactos nos acervos
Palavras-chave:
Censura, Ditadura, Biblioteca, MemóriasResumo
Este estudo examina as engrenagens de controle informacional estruturadas durante a Ditadura Militar no Brasil e seus desdobramentos sobre bibliotecas públicas e universitárias. Sustentado na articulação entre espionagem, polícia política, censura e propaganda, o regime consolidou um modelo de vigilância que alcançou o circuito editorial, os processos de desenvolvimento de coleções e a própria mediação bibliográfica. Instrumentos como o Ato Institucional nº 5 e o Decreto-Lei nº 1.077 redefiniram os limites do publicável e instituíram a censura prévia como prática administrativa. Analisa-se o expurgo de acervos, a institucionalização da autocensura nas aquisições, a destruição física de obras e as estratégias de salvaguarda — notadamente os chamados “cofres” — mobilizadas por bibliotecários. Argumenta-se que a Ciência da Informação ocupa posição estratégica na preservação da memória documental e na garantia do direito à verdade, especialmente em contextos de justiça de transição.
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