Censura, controle informacional e bibliotecas durante a Ditadura Militar no Brasil

políticas de repressão e impactos nos acervos

Autores

  • Jorge Eduardo de Almeida Pereira dos Santos Universidade Santo Amaro
  • Larissa Felipe Ferreira Universidade Municipal de São Caetano do Sul - USCS
  • Priscila Stephanie dos Santos Ormundo Universidade Municipal de São Caetano do Sul - USCS

Palavras-chave:

Censura, Ditadura, Biblioteca, Memórias

Resumo

Este estudo examina as engrenagens de controle informacional estruturadas durante a Ditadura Militar no Brasil e seus desdobramentos sobre bibliotecas públicas e universitárias. Sustentado na articulação entre espionagem, polícia política, censura e propaganda, o regime consolidou um modelo de vigilância que alcançou o circuito editorial, os processos de desenvolvimento de coleções e a própria mediação bibliográfica. Instrumentos como o Ato Institucional nº 5 e o Decreto-Lei nº 1.077 redefiniram os limites do publicável e instituíram a censura prévia como prática administrativa. Analisa-se o expurgo de acervos, a institucionalização da autocensura nas aquisições, a destruição física de obras e as estratégias de salvaguarda — notadamente os chamados “cofres” — mobilizadas por bibliotecários. Argumenta-se que a Ciência da Informação ocupa posição estratégica na preservação da memória documental e na garantia do direito à verdade, especialmente em contextos de justiça de transição.

 

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Publicado

2026-04-28

Como Citar

de Almeida Pereira dos Santos, J. E. ., Felipe Ferreira, L. ., & dos Santos Ormundo, P. S. . (2026). Censura, controle informacional e bibliotecas durante a Ditadura Militar no Brasil: políticas de repressão e impactos nos acervos. Revista Pluralistas - Revista Discente Interdisciplinar Da Universidade Santo Amaro – UNISA, 9(1), 85-100. Recuperado de //periodicos.unisa.br/index.php/pluralistas/article/view/1173