Migração e reciprocidade

impactos jurídicos das recentes mudanças nas políticas migratórias entre Brasil e Portugal

Autores

  • Maristela Mceys Men Batista Barbosa Universidade Santo Amaro
  • Lair da Silva Loureiro Filho Universidade Santo Amaro

Palavras-chave:

Migração, Reciprocidade, Direito Internacional, Cooperação Brasil-Portugal, Políticas migratórias

Resumo

O presente artigo analisa as transformações recentes nas políticas migratórias entre Brasil e Portugal e seus impactos sobre o princípio da reciprocidade jurídica. O estudo tem como objetivo compreender de que modo as novas diretrizes europeias de controle migratório e as alterações nas normas internas portuguesas têm afetado a efetividade dos direitos e garantias concedidos a brasileiros em território português, bem como os reflexos dessas mudanças nas relações bilaterais. Metodologicamente, a pesquisa adota abordagem qualitativa e analítica, com base em revisão bibliográfica, análise documental e interpretação normativa de legislações e acordos internacionais, como a Lei de Migração brasileira (Lei nº 13.445/2017), a legislação portuguesa correlata e os tratados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Os resultados evidenciam que o recrudescimento das políticas migratórias e o enfraquecimento da reciprocidade comprometem o exercício efetivo de direitos fundamentais de migrantes brasileiros em Portugal, apontando para a necessidade de revisão das práticas de cooperação entre os dois países. Conclui-se que o fortalecimento da reciprocidade jurídica e da cooperação internacional é essencial para a consolidação de políticas migratórias mais justas, equilibradas e humanitárias.

 

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Publicado

2026-02-20

Como Citar

Mceys Men Batista Barbosa, M. ., & da Silva Loureiro Filho , L. . (2026). Migração e reciprocidade: impactos jurídicos das recentes mudanças nas políticas migratórias entre Brasil e Portugal . Revista Pluralistas - Revista Discente Interdisciplinar Da Universidade Santo Amaro – UNISA, 8(2), 138-153. Recuperado de //periodicos.unisa.br/index.php/pluralistas/article/view/1019