Vivência de transformação
como as terapias integrativas e complementares apoiam o pré-natal
Palavras-chave:
Enfermagem, Terapias Integrativas e Complementares, Pré-natal, Saúde da mulher, Humanização do cuidadoResumo
Introdução: As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) vêm sendo reconhecidas como estratégias de cuidado humanizado na assistência à saúde, especialmente no contexto do pré-natal, por sua capacidade de promover o alívio de sintomas físicos e emocionais, além de fortalecer o vínculo entre a gestante e os profissionais de saúde. Nesse cenário, a enfermagem desempenha papel fundamental, promovendo a integralidade do cuidado e contribuindo para o bem-estar da mulher durante o ciclo gestacional. Objetivo: Analisar a incorporação das PICS na assistência de enfermagem à saúde da mulher durante o pré-natal, identificando os principais tipos de práticas utilizadas, seus benefícios e a atuação do enfermeiro na implementação dessas terapias. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, conforme o método proposto por Souza, Silva e Carvalho (2010). Foram realizadas buscas em bases de dados nacionais e internacionais, contemplando publicações entre os anos de 2014 e 2025. Após o processo de seleção e análise dos estudos, os resultados foram organizados de acordo com os objetivos propostos. Resultados: Os achados indicam que as terapias mais frequentemente utilizadas no acompanhamento pré-natal são acupuntura, auriculoterapia, aromaterapia, reiki, meditação e fitoterapia. Essas práticas demonstraram contribuir para a redução de sintomas como náuseas, ansiedade, dores musculares e distúrbios do sono, além de favorecerem o equilíbrio emocional e o fortalecimento do vínculo materno-fetal. Observou-se que o enfermeiro atua como mediador e executor dessas terapias, promovendo uma assistência centrada na mulher e fundamentada nos princípios da humanização do cuidado. Conclusão: As PICS representam um avanço significativo na assistência de enfermagem à gestante, ao fortalecerem a humanização do cuidado e oferecerem benefícios físicos e emocionais ao longo do pré-natal. Contudo, ainda persistem desafios relacionados à insuficiência na capacitação profissional e à ausência de protocolos padronizados. Assim, ressalta-se a necessidade de ampliação das políticas públicas voltadas à formação continuada e ao incentivo de pesquisas que comprovem a eficácia e a segurança dessas práticas, a fim de consolidar seu uso no cuidado obstétrico e na atenção primária à saúde.
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