FORMAÇÃO DOCENTE E CONSCIÊNCIA AMBIENTAL

EXPERIÊNCIAS DO PIBID NOS ANOS INICIAIS

Autores

  • Aline Santana Oliveira Universidade Santo Amaro
  • Vitória Mayra Bispo Romão Universidade Santo Amaro
  • Rita de Cássia Geraldi Menegon Universidade Santo Amaro
  • Jovino José Balbinot Universidade Santo Amaro
  • Kelly Cristina Cássia Ribeiro EE Paulo Eiró

Palavras-chave:

Educação ambiental, PIBID, Formação docente, Práticas investigativas, Ensino Fundamental

Resumo

Introdução: A educação ambiental, quando trabalhada já nos anos iniciais do Ensino Fundamental, contribui para formar valores e atitudes que os estudantes carregam ao longo da vida. Na prática, porém, essas propostas costumam ser superficiais e pouco conectadas à realidade das crianças, faltando espaço para a investigação. A formação inicial docente enfrenta um desafio semelhante: aproximar teoria e prática diante das questões socioambientais presentes no cotidiano escolar. Metodologia: Pesquisa qualitativa e descritiva, baseada no relato de experiência de duas bolsistas do PIBID, graduandas em Pedagogia pela UNISA. Os dados foram construídos a partir de observações, registros escritos, produções das crianças, desenhos, cartazes e relatórios, e de conversas com a professora regente da turma. Foram desenvolvidas duas práticas: a exposição de algodões úmidos por sete dias, fundamentada no Ensino de Ciências por Investigação, e o plantio de feijão em copos descartáveis, acompanhado por duas semanas, com desenhos das crianças sobre o tema “eu e meu feijão”. O estudo utilizou inteligência artificial generativa para auxiliar na revisão gramatical e organização textual, com revisão e validação integral pelos autores, responsáveis pelo conteúdo apresentado. Resultados: As crianças passaram a relacionar o cansaço e as dificuldades respiratórias que sentiam aos gases do terminal de ônibus próximo à escola, o que resultou na produção de um cartaz coletivo. No plantio de feijão, o acompanhamento diário despertou responsabilidade nas crianças e as levou a formular hipóteses sobre luminosidade, água e qualidade do ar, além de criar um vínculo afetivo com as plantas, aproximando-se do conto João e o Pé de Feijão. Discussão: Essas associações dialogam com estudos sobre poluição atmosférica e saúde respiratória infantil, reforçando a relevância de trabalhar o tema a partir da realidade vivida pelas crianças. Entre as limitações da experiência estão o tempo reduzido, o número elevado de alunos por turma e a baixa participação das famílias, fatores que tendem a ser superados quando o trabalho é contínuo e integrado ao currículo. Para as bolsistas, a vivência fortaleceu saberes construídos na prática e reforçou a articulação entre teoria e prática. Considerações finais: A experiência demonstrou que atividades de investigação favorecem a aprendizagem significativa dos alunos, auxiliando no desenvolvimento da observação, da formulação de hipóteses e da compreensão sobre a poluição do ar e o cuidado com o planeta, além de contribuir para a formação docente das bolsistas, reforçando a importância do PIBID como política pública voltada à qualificação da formação inicial de professores.

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Publicado

2026-08-25

Como Citar

Santana Oliveira, A. ., Bispo Romão, V. M. ., Geraldi Menegon, R. de C. ., Balbinot, J. J. ., & Ribeiro, K. C. C. . (2026). FORMAÇÃO DOCENTE E CONSCIÊNCIA AMBIENTAL : EXPERIÊNCIAS DO PIBID NOS ANOS INICIAIS. Ciência Aberta - Produção Discente Em Destaque, 2(3), 76-83. Recuperado de //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1280