O PINGOBOL COMO ESTRATÉGIA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

RELATO DE EXPERIÊNCIA NO PIBID

Autores

  • Shirlene Cristina Carvalho Bueno de Camargo Lima Universidade Santo Amaro
  • Luiz Marçal Barbosa dos Santos Universidade Santo Amaro
  • Cauan Andrade Souza Universidade Santo Amaro
  • Roze Maria Souza Universidade Santo Amaro
  • Bruno de Oliveira Pinheiro Universidade Santo Amaro

Palavras-chave:

Educação física escolar, PIBID, Jogos pedagógicos, Participação estudantil, Formação docente

Resumo

Introdução: A participação dos estudantes constitui um dos desafios presentes nas aulas de Educação Física escolar, especialmente quando parte da turma demonstra resistência às atividades propostas ou permanece afastada das práticas coletivas. Nesse contexto, jogos e práticas corporais adaptadas podem constituir estratégias pedagógicas para diversificar as experiências dos estudantes e criar situações de interação, cooperação e participação. Durante as atividades do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), a observação do cotidiano escolar evidenciou situações de dispersão, uso de celulares e formação de grupos isolados durante as aulas. A partir dessa realidade, foi proposta a utilização do Pingobol como uma prática adaptada e lúdica, buscando ampliar as possibilidades de participação nas aulas de Educação Física. Objetivo: Relatar a experiência de aplicação do Pingobol nas aulas de Educação Física, analisando os desafios encontrados, as adaptações realizadas e as possibilidades da atividade para a participação dos estudantes e para a formação inicial dos bolsistas do PIBID. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência desenvolvido com estudantes do Ensino Fundamental de uma escola pública, durante ações do PIBID. A proposta foi elaborada a partir de observações realizadas pelos bolsistas sobre diferentes formas de participação nas aulas. O Pingobol foi desenvolvido como uma prática corporal adaptada e lúdica, utilizando bola e bambolês. A intervenção foi organizada em momentos de apresentação e demonstração da atividade, experimentação prática e avaliação da experiência. Os estudantes foram organizados em duplas e acompanhados pelos bolsistas durante a realização do jogo. Ao final, foi promovido um momento de diálogo para que compartilhassem suas percepções e dificuldades. Resultados e discussão: A experiência evidenciou diferentes níveis de participação e envolvimento dos estudantes. Inicialmente, foram observadas situações de resistência à atividade, dispersão pela quadra, utilização de celulares e permanência em grupos previamente estabelecidos. Esses acontecimentos demonstraram que a utilização de uma prática diferenciada não determina, isoladamente, o envolvimento dos estudantes. Durante a intervenção, a mediação pedagógica e a reorganização da atividade mostraram-se importantes para favorecer a participação. O Pingobol criou situações de interação entre os participantes e possibilitou a experimentação de uma prática corporal diferente das modalidades esportivas tradicionalmente presentes nas aulas. A experiência também evidenciou a importância da flexibilidade do planejamento, uma vez que as respostas apresentadas pelos estudantes exigiram intervenções e adaptações durante a própria prática. Para os bolsistas, essas situações favoreceram reflexões sobre gestão da turma, mediação pedagógica e necessidade de considerar diferentes interesses e formas de participação no planejamento das aulas. Considerações finais:A experiência com o Pingobol evidenciou possibilidades de utilização de práticas adaptadas e lúdicas como estratégia para diversificar as aulas de Educação Física e criar situações favoráveis à interação e à participação dos estudantes. Ao mesmo tempo, os desafios encontrados demonstraram que a proposição de uma atividade diferenciada não garante o envolvimento de todos, tornando fundamentais a mediação docente, a observação das respostas da turma e a flexibilidade para reorganizar o planejamento. Para os bolsistas do PIBID, a intervenção possibilitou aproximar conhecimentos da formação inicial das situações concretas do cotidiano escolar, contribuindo para reflexões sobre planejamento, participação estudantil e atuação docente.

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Publicado

2026-08-25

Como Citar

Carvalho Bueno de Camargo Lima, S. C. ., Barbosa dos Santos, L. M. ., Andrade Souza, C. ., Souza, R. M. ., & de Oliveira Pinheiro, B. . (2026). O PINGOBOL COMO ESTRATÉGIA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA NO PIBID. Ciência Aberta - Produção Discente Em Destaque, 2(3), 50-51. Recuperado de //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1268