EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA E PRÁTICA DOCENTE

UMA EXPERIÊNCIA NO PIBID EM ESCOLA PÚBLICA

Autores

  • Ana Carolina Lourenço Marcondes Universidade Santo Amaro
  • Iago de Medeiros Borges Universidade Santo Amaro
  • Júlia Oliveira Agra Lins Universidade Santo Amaro
  • Mirna Azevedo Villela Universidade Santo Amaro
  • Pedro Henrique Gois Martins Dias Universidade Santo Amaro
  • Vanessa Viana Andrade Universidade Santo Amaro
  • Fabio Fetz de Almeida Universidade Santo Amaro

Palavras-chave:

Racismo estrutural, Educação antirracista, Ensino Fundamental, Metodologias participativas, Inclusão social

Resumo

O presente estudo foi desenvolvido no âmbito do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), realizado em parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a Universidade Santo Amaro (UNISA). A iniciativa proporcionou aos licenciandos a oportunidade de desenvolver atividades pesquisa e imersão pedagógica, articulando a formação acadêmica com as demandas da realidade escolar. A pesquisa foi realizada na Escola Estadual República do Panamá, localizada na cidade de São Paulo, tendo como público-alvo os estudantes do ensino fundamental. A vivência possibilitou uma aproximação significativa com a comunidade escolar, permitindo o contato com alunos, professores, equipe gestora e demais profissionais da instituição. Essa inserção favoreceu uma compreensão mais ampla das dinâmicas escolares e dos desafios enfrentados no cotidiano educacional. A intervenção pedagógica teve como foco a discussão sobre o racismo estrutural, temática escolhida por sua relevância social e educacional. Durante a observação das aulas e das práticas pedagógicas desenvolvidas pelo professor regente, identificou-se a necessidade de promover reflexões acerca das desigualdades raciais presentes na sociedade brasileira e seus impactos na vida dos jovens. Para fundamentar as atividades propostas, foram utilizados referenciais teóricos contemporâneos sobre as relações raciais no Brasil, como Djamila Ribeiro e Silvio de Almeida. Esses autores contribuem para a compreensão do racismo como um fenômeno histórico e estrutural, presente nas instituições sociais e responsável pela reprodução de desigualdades e exclusões. A experiência foi particularmente enriquecedora para a formação acadêmica e profissional, pois possibilitou refletir sobre a importância de uma abordagem histórica comprometida com a pluralidade de narrativas e com a valorização de grupos historicamente silenciados. Nesse sentido, compreende-se que o processo de colonização e a longa trajetória da escravidão no Brasil contribuíram para a invisibilização das produções culturais, intelectuais e sociais da população negra, cujos efeitos ainda se manifestam nas estruturas sociais contemporâneas. Essas desigualdades podem ser observadas em diferentes espaços sociais, inclusive nas instituições educacionais, onde muitas vezes predomina uma perspectiva histórica centrada em referenciais europeus, limitando a representatividade de estudantes negros e periféricos. A ausência de referências culturais e históricas com as quais esses jovens possam se identificar pode comprometer o sentimento de pertencimento e o reconhecimento de sua própria trajetória histórica. Dessa forma, discutir o racismo estrutural no ambiente escolar constitui uma ação fundamental para a construção de uma educação mais inclusiva, crítica e democrática. Ao promover o reconhecimento da diversidade étnico-racial e valorizar as contribuições históricas e culturais da população negra, a escola fortalece processos de identificação, pertencimento e valorização da cidadania, contribuindo para o enfrentamento das desigualdades e para a formação de uma sociedade mais justa e equitativa. O presente estudo foi desenvolvido no âmbito do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), realizado em parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a Universidade Santo Amaro (UNISA). A iniciativa proporcionou aos licenciandos a oportunidade de desenvolver atividades pesquisa e imersão pedagógica, articulando a formação acadêmica com as demandas da realidade escolar. A pesquisa foi realizada na Escola Estadual República do Panamá, localizada na cidade de São Paulo, tendo como público-alvo os estudantes do ensino fundamental. A vivência possibilitou uma aproximação significativa com a comunidade escolar, permitindo o contato com alunos, professores, equipe gestora e demais profissionais da instituição. Essa inserção favoreceu uma compreensão mais ampla das dinâmicas escolares e dos desafios enfrentados no cotidiano educacional. A intervenção pedagógica teve como foco a discussão sobre o racismo estrutural, temática escolhida por sua relevância social e educacional. Durante a observação das aulas e das práticas pedagógicas desenvolvidas pelo professor regente, identificou-se a necessidade de promover reflexões acerca das desigualdades raciais presentes na sociedade brasileira e seus impactos na vida dos jovens. Para fundamentar as atividades propostas, foram utilizados referenciais teóricos contemporâneos sobre as relações raciais no Brasil, como Djamila Ribeiro e Silvio de Almeida. Esses autores contribuem para a compreensão do racismo como um fenômeno histórico e estrutural, presente nas instituições sociais e responsável pela reprodução de desigualdades e exclusões. A experiência foi particularmente enriquecedora para a formação acadêmica e profissional, pois possibilitou refletir sobre a importância de uma abordagem histórica comprometida com a pluralidade de narrativas e com a valorização de grupos historicamente silenciados. Nesse sentido, compreende-se que o processo de colonização e a longa trajetória da escravidão no Brasil contribuíram para a invisibilização das produções culturais, intelectuais e sociais da população negra, cujos efeitos ainda se manifestam nas estruturas sociais contemporâneas. Essas desigualdades podem ser observadas em diferentes espaços sociais, inclusive nas instituições educacionais, onde muitas vezes predomina uma perspectiva histórica centrada em referenciais europeus, limitando a representatividade de estudantes negros e periféricos. A ausência de referências culturais e históricas com as quais esses jovens possam se identificar pode comprometer o sentimento de pertencimento e o reconhecimento de sua própria trajetória histórica. Dessa forma, discutir o racismo estrutural no ambiente escolar constitui uma ação fundamental para a construção de uma educação mais inclusiva, crítica e democrática. Ao promover o reconhecimento da diversidade étnico-racial e valorizar as contribuições históricas e culturais da população negra, a escola fortalece processos de identificação, pertencimento e valorização da cidadania, contribuindo para o enfrentamento das desigualdades e para a formação de uma sociedade mais justa e equitativa.

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Publicado

2026-08-25

Como Citar

Lourenço Marcondes, A. C., de Medeiros Borges, I., Oliveira Agra Lins, J. ., Azevedo Villela, M. ., Gois Martins Dias, P. H. ., Viana Andrade, V. ., & Fetz de Almeida, F. . (2026). EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA E PRÁTICA DOCENTE: UMA EXPERIÊNCIA NO PIBID EM ESCOLA PÚBLICA. Ciência Aberta - Produção Discente Em Destaque, 2(3), 19-22. Recuperado de //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1260