RASTREIO DE INFECÇÕES NA GESTAÇÃO E RELAÇÃO COM A PREMATURIDADE
Palavras-chave:
Infecções de trato urinário, Trabalho de parto prematuro, Medida do colo do úteroResumo
Introdução: Infecção, de acordo com o Ministério da Saúde, é a “penetração e desenvolvimento ou multiplicação de um agente infeccioso no organismo do homem ou outro animal". Nas mulheres em idade fértil a incidência de infecções do trato urinário é maior do que em homens devido à uretra feminina ser mais curta do que a masculina. Um bebê é classificado como prematuro quando nasce antes das 37 semanas de gestação (36 semanas e 6 dias), definido pela ACOG, SBP e OMS. Entre os fatores de risco do parto prematuro, muitos estudos mostram que a presença de colo de útero curto no segundo trimestre de gestação está relacionada a maior probabilidade de parto prematuro, e a presença de infecções na gestação pode ou não induzir um parto prematuro pelo afunilamento do colo. Este trabalho visa verificar se o tratamento da ITU feito na gestante é eficaz no combate ao trabalho de parto prematuro. Metodologia: Este é um estudo observacional e transversal em que o recrutamento de pacientes com ITU foi feito através dos prontuários, avaliando os critérios de inclusão e exclusão, para posterior medida de colo uterino. Após esse processo, fez-se contato telefônico com as pacientes para avaliar o desfecho do parto. Resultados e discussão: Dentre as pacientes do estudo 11% tiveram parto prematuro, o menor colo medido foi de 25,9mm e observou-se que 3 das gestantes eram adolescentes e mantinham relacionamentos com homens maiores de idade. Visto-que todas as pacientes receberam o tratamento adequado para a infecção urinária e que apenas 11% apresentaram trabalho de parto prematuro, provou-se uma eficácia no combate da prematuridade, condição que pode gerar muitas complicações na saúde do bebê. Conclusão: Logo, o acompanhamento pré-natal é de extrema importância para o rastreio de infecção de trato urinário para que possa ser feito o tratamento adequado e assim, evitar com que haja indução de parto prematuro, e deve-se dar atenção especialmente em populações com baixas condições socioeconômicas, reforçando a importância de políticas públicas que integrem atenção médica de qualidade com ações intersetoriais.
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