Revista de Direito da Saúde Comparado //periodicos.unisa.br/index.php/direitosaude <p data-start="137" data-end="575">A <strong data-start="139" data-end="213">Revista de Direito da Saúde Comparado (Comparative Health Law Journal)</strong> é uma publicação eletrônica internacional de fluxo contínuo, com <strong data-start="279" data-end="317">chamada permanente para submissões</strong> e organização de <strong data-start="335" data-end="358">duas edições anuais</strong>. Seu objetivo é difundir pesquisas e reflexões de professores e pesquisadores da área do Direito e da Saúde de todo o mundo. A revista é organizada no âmbito do Mestrado em Direito Médico da Universidade Santo Amaro.</p> <p data-start="577" data-end="854">A missão do periódico é promover o enriquecimento do debate científico e acadêmico, bem como disseminar amplamente pesquisas de qualidade, tanto em abordagens teóricas quanto empíricas, sobre direito médico, direitos fundamentais sociais de saúde e políticas públicas em saúde.</p> <p data-start="856" data-end="1073">A revista segue uma linha editorial ampla e adota rigorosos critérios estabelecidos pela CAPES, com avaliação por <em>double blind review</em>, assegurando a imparcialidade na análise dos trabalhos submetidos e publicados.</p> Universidade Santo Amaro (UNISA) pt-BR Revista de Direito da Saúde Comparado 2965-4912 Judicialização da esperança e regulação sanitária //periodicos.unisa.br/index.php/direitosaude/article/view/1162 <p>O artigo analisa comparativamente os casos da fosfoetanolamina e da polilaminina como expressões paradigmáticas da chamada judicialização da esperança no direito sanitário brasileiro. A partir de abordagem qualitativa e método comparativo, examina-se a tensão estrutural entre urgência terapêutica, validação científica e regulação sanitária, bem como os impactos sistêmicos da judicialização de tecnologias experimentais sobre a sustentabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo reconstrói o episódio da fosfoetanolamina, destacando a ruptura institucional promovida pela flexibilização legislativa e sua posterior contenção pelo Supremo Tribunal Federal na ADI 5501. Em seguida, analisa o caso contemporâneo da polilaminina à luz da nova moldura jurisprudencial consolidada nos Temas 6, 500 e 1234 e na ADI 7265, evidenciando a centralidade do registro sanitário, da evidência científica robusta e da deferência técnica às instâncias especializadas. Sustenta-se que a antecipação jurisdicional de tecnologias ainda em fase experimental pode comprometer a racionalidade distributiva, a segurança coletiva e a integridade federativa do SUS. Conclui-se que a maturidade institucional do controle judicial do direito à saúde exige fundamentação epistêmica reforçada e respeito aos filtros regulatórios como condição de proteção efetiva e sustentável dos direitos fundamentais.</p> Eduardo Alvares de Carvalho Alexandre Maulaz Barcelos Georghio Alessandro Tomelin Copyright (c) 2026 Revista de Direito da Saúde Comparado https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-04-02 2026-04-02 5 8 03 34 10.56242/direitodasaudecomparado.2026.5.8.03-34 A responsabilidade ética das instituições de saúde na governança dos recursos finitos //periodicos.unisa.br/index.php/direitosaude/article/view/1177 <p>A escassez de recursos constitui uma condição estrutural dos sistemas de saúde contemporâneos, intensificada pelo envelhecimento populacional, pela transição epidemiológica, pelo avanço tecnológico e pela ampliação das expectativas sociais em relação à medicina. Nesse contexto, as instituições de saúde assumem responsabilidade central na governança dos recursos finitos, sendo chamadas a responder não apenas pela eficiência administrativa, mas pela legitimidade ética das decisões de alocação. Este artigo analisa a responsabilidade ética institucional a partir de uma trajetória histórica, política, social e filosófica, articulando conceitos de justiça distributiva, bioética clínica e governança ética. Sustenta--se que a gestão de recursos em saúde é um exercício moral inevitável, que exige critérios transparentes, deliberação ética estruturada e compromisso com a dignidade humana e o bem comum.</p> Josimário João da Silva Ana Carolina Moreira Santos Copyright (c) 2026 Revista de Direito da Saúde Comparado https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-05-15 2026-05-15 5 8 35 45 10.56242/direitodasaudecomparado.2026.5.8.35-45 Inteligência artificial aplicada à medicina //periodicos.unisa.br/index.php/direitosaude/article/view/1201 <p>O artigo analisa o uso da inteligência artificial (IA) na medicina, com seus impactos práticos, dilemas éticos e marcos regulatórios europeu e brasileiro. Discutem-se preocupações éticas, tais como a opacidade algorítmica (black box), vieses cognitivos, qualidade/representatividade dos dados (inclusive em modelos generativos) e riscos de erro. Ressalta-se a importância da governança, rastreabilidade, auditabilidade, segurança e supervisão humana como requisitos para proteção da dignidade, autonomia e justiça de usuários e pacientes. No plano europeu, examina-se o Regulamento (UE) 2024/1689, que harmoniza regras no mercado interno e adota abordagem baseada em níveis de risco. Destaca-se a categoria de alto risco, na qual se enquadram majoritariamente sistemas médicos e de gestão em saúde. Complementarmente, analisa-se o Regulamento (UE) 2016/679 (RGPD), que confere proteção reforçada a dados de saúde e genéticos, regra geral de proibição com exceções (consentimento explícito, finalidades assistenciais e saúde pública). No Brasil, analisa-se a Resolução CFM nº 2.454/2026, a qual define direitos e deveres de médicos e pacientes em relação a tratamento com utilização de IA, classifica sistemas por risco, exigindo monitoramento proporcional. Por fim, relaciona-se o tema à Lei nº 13.709/2018 (LGPD), enfatizando bases legais para tratamento de dados sensíveis e o direito à revisão de decisões automatizadas. Conclui-se pela convergência no enfoque por risco e na centralidade do controle humano, embora com diferenças de abrangência e sanções.</p> Leandro Sarcedo Copyright (c) 2026 Revista de Direito da Saúde Comparado https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0 2026-05-19 2026-05-19 5 8 46 66 10.56242/direitodasaudecomparado.2026.5.8.46-66