//periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/issue/feed Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque 2026-08-25T16:49:06-03:00 Jorge Eduardo de Almeida periodicos@unisa.br Open Journal Systems <p>A Revista<strong> Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque</strong>, é uma revista acadêmica da Universidade Santo Amaro (UNISA), voltada à publicação de literatura cinzenta produzida por estudantes de graduação e pós-graduação da instituição. Seu objetivo é divulgar trabalhos relevantes que, embora não publicados em periódicos tradicionais, representam significativa contribuição científica, técnica, social e pedagógica.</p> <p>A revista acolhe diferentes tipos de produção acadêmica, com foco na pluralidade de saberes e no incentivo à iniciação científica, extensão universitária e conclusão de cursos.</p> <p>ISSN: 3086-3880</p> //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1258 EDUCAÇÃO AMBIENTAL E PROTAGONISMO INFANTIL 2026-08-19T15:14:54-03:00 Glenda Hanna dos Santos Paiva Nunes glendahanna05@gmail.com Rita de Cassia Geraldi Menegon rcmenegon@prof.unisa.br Jovino José Balbinot jbalbinot@prof.unisa.br Kelly Cristina Cássia Ribeiro periodicos@unisa.br <p><strong>Introdução: </strong>O cenário educacional contemporâneo tem enfrentado transformações profundas impulsionadas pelo avanço tecnológico e pela necessidade urgente de mitigar os impactos negativos das ações humanas sobre o meio ambiente, exigindo práticas pedagógicas mais participativas, contextualizadas e voltadas para a formação integral. Nesse contexto, a Educação Ambiental surge como um componente indispensável desde a infância para a formação de cidadãos conscientes e responsáveis, premissa respaldada pela Base Nacional Comum Curricular ao tratar o tema de forma transversal e interdisciplinar, conectando aspectos ecológicos, sociais e econômicos. Diante dessa realidade, o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência desenvolveu um projeto de imersão prática na educação básica focado em sustentabilidade.&nbsp; <strong>Objetivo: </strong>Consiste em analisar o desenvolvimento, a aplicação e os impactos de uma proposta didática de intervenção pedagógica voltada para o ensino de Ciências nos anos iniciais do Ensino Fundamental, buscando promover a compreensão da interdependência entre os seres vivos e o ambiente, estimulando a construção de atitudes de responsabilidade socioambiental e o protagonismo dos estudantes.&nbsp; <strong>Metodologia: </strong>Pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza descritiva e interventiva, desenvolvida em campo em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. O levantamento de dados e as atividades práticas ocorreram entre os meses de agosto e dezembro, totalizando quatro encontros com duração média de 50 minutos cada, na Escola Estadual Paulo Eiró, instituição pública situada na Zona Sul da cidade de São Paulo. Os participantes da pesquisa foram 30 crianças com idades variando entre 7 e 8 anos. A proposta pedagógica, intitulada “Plantas, Ambiente e Relações com os Seres Vivos: O Ecocidadão e a Teia da Vida”, estruturou-se por meio de metodologias ativas e envolveu uma sequência didática composta por conversa introdutória para levantamento de conhecimentos prévios, apresentação de slides, debates em roda, a aplicação da dinâmica lúdica “A Teia da Vida” e, por fim, a confecção coletiva de um produto denominado “Mini-Painel da Rede de Vida da Escola”. A fundamentação teórica baseou-se no sociointeracionismo de Lev Vygotsky, na educação crítica de Paulo Freire, na construção ativa do conhecimento de Jean Piaget e na perspectiva da complexidade de Edgar Morin. <strong>Resultados e Discussão: </strong>Revelaram, inicialmente, que a contextualização da instituição parceira apresenta um ambiente propício para a pesquisa-ação, com infraestrutura tecnológica adequada, uso de lousas digitais e bons indicadores de desempenho (IDEB de 6,60 e IDESP de 4,69), embora ainda demande melhorias em acessibilidade arquitetônica. No que tange à execução da proposta, os dados demonstraram que o uso de metodologias engajadoras e participativas aumentou significativamente a motivação intrínseca das crianças e favoreceu a autonomia intelectual e o aprender fazendo. A dinâmica “A Teia da Vida” funcionou de maneira eficaz para materializar as relações ecológicas e a interdependência dos ecossistemas, estimulando habilidades essenciais ao ensino investigativo, tais como cooperação, argumentação, escuta e respeito mútuo. Adicionalmente, a construção do mini-painel permitiu a sistematização visual dos aprendizados e a socialização dos resultados com a comunidade escolar. Por outro lado, a análise crítica evidenciou limitações do contexto escolar real, visto que durante a dinâmica principal a turma apresentou episódios de acentuada agitação, o que exigiu do professor-mediador uma atuação firme na Zona de Desenvolvimento Proximal dos alunos para prover os andaimes necessários à aprendizagem. Evidenciou-se que a efetividade de práticas lúdicas depende intrinsecamente de etapas rigorosas de contextualização prévia e retomada posterior dos conteúdos. O tempo restrito de cada sessão e a heterogeneidade da turma também representaram desafios para o aprofundamento de conceitos biológicos complexos e para o acompanhamento individualizado. À luz da teoria da complexidade, essas imprevisibilidades não invalidam a experiência, mas reforçam a necessidade de compreender o processo educativo em suas múltiplas dimensões e ritmos. <strong>Considerações Finais: </strong>A articulação entre a formação docente inicial promovida pelo programa, as metodologias ativas e a educação ambiental potencializam o processo de ensino-aprendizagem na infância e contribui diretamente para a constituição de ecocidadãos capazes de refletir sobre sua realidade. Conclui-se que, apesar dos desafios de gestão de sala de aula e limitações de tempo identificados, o planejamento intencional e a mediação contínua do docente garantem o sucesso de propostas pedagógicas críticas, reafirmando o papel da escola pública como um território de aprendizagem, inclusão e transformação social comprometido com a sustentabilidade planetária.</p> <p>&nbsp;</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1259 ECOCIDADANIA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA NOS ANOS INICIAIS 2026-08-19T15:25:05-03:00 Beatriz Pereira Parente beatrizparente.ead@gmail.com Emily Ferreira de Souza milyfsouza@gmail.com Rita de Cássia Geraldi Menegon rcmenegon@prof.unisa.br Jovino José Balbinot jbalbinot@prof.unisa.br Ivete Marceonilla Queiroz de Sene ivetemarceonilla@professor.educacao.sp.gov.br <p><strong>Introdução: </strong>Este trabalho discute a articulação entre Educação Ambiental Crítica, Ecopedagogia e práticas de Ecocidadania desenvolvidas no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). A experiência ocorreu com uma turma do 4º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Paulo Eiró, no município de São Paulo. O tema foi escolhido diante da necessidade de trabalhar as questões ambientais para além de orientações isoladas sobre preservação ou reciclagem. Considerou-se que a escola pode contribuir para que as crianças relacionem meio ambiente, consumo, descarte, uso da água, preservação da flora, cuidado com os espaços compartilhados, convivência e responsabilidade coletiva. Nessa perspectiva, a Ecocidadania foi compreendida como uma dimensão ética, social e política da formação escolar, vinculada tanto ao cuidado com a natureza quanto ao cuidado com as pessoas. <strong>Objetivo: </strong>Analisar de que maneira os referenciais da Educação Ambiental Crítica e da Ecopedagogia contribuíram para as atividades de Ecocidadania desenvolvidas no contexto do PIBID, considerando a participação dos estudantes e as aprendizagens construídas pelas licenciandas em sua formação inicial. <strong>Metodologia: </strong>O trabalho caracteriza-se como relato de experiência de abordagem qualitativa. Participaram das atividades 22 estudantes do 4º ano D do Ensino Fundamental, com idades entre 9 e 11 anos. A atuação ocorreu durante aproximadamente um ano e envolveu observação participante, desenvolvimento de atividades pedagógicas e análise reflexiva das práticas realizadas. Foram abordados temas relacionados a resíduos, poluição, reciclagem, flora, água, cuidado com os espaços compartilhados e valorização da inclusão. As propostas também consideraram diferentes formas de participação, com uso da oralidade, do desenho, da escuta e da cooperação entre pares, especialmente nas situações que envolviam estudantes em processo de alfabetização. A análise relacionou as situações observadas aos referenciais da Educação Ambiental Crítica, da Ecopedagogia e do pensamento complexo. <strong>Resultados e discussão: </strong>As atividades favoreceram o diálogo e ampliaram a participação oral dos estudantes. Durante as intervenções, as crianças relacionaram os conteúdos ambientais a situações de seu cotidiano escolar e comunitário. As discussões sobre resíduos e poluição permitiram ampliar a abordagem da reciclagem, incluindo reflexões sobre consumo, descarte e responsabilidade coletiva. Os temas da água e da flora contribuíram para a compreensão da interdependência entre seres humanos, outros seres vivos e recursos naturais. A experiência também evidenciou que a sustentabilidade possui uma dimensão social. A reorganização de algumas dinâmicas, de modo que os estudantes pudessem participar oralmente ou por meio de desenhos, valorizou diferentes ritmos de aprendizagem e aproximou o cuidado ambiental do respeito ao outro. Apesar dos avanços observados, permaneceram compreensões simplificadas, frequentemente associadas apenas à reciclagem ou à preservação da natureza. Esse limite mostra que a construção de uma perspectiva ambiental crítica não ocorre em intervenções isoladas e exige continuidade. Para as licenciandas, o acompanhamento da turma possibilitou relacionar os estudos teóricos às decisões pedagógicas, observar as respostas dos estudantes e refletir sobre a própria atuação. <strong>Considerações finais: </strong>A experiência indica que a Ecocidadania pode ser trabalhada nos anos iniciais por meio de práticas que articulem conhecimento ambiental, participação, inclusão e responsabilidade coletiva. O PIBID contribuiu para a aproximação entre universidade e escola pública e favoreceu uma formação docente baseada na observação, na intervenção e na reflexão sobre a prática. Como o relato se refere a uma única turma e a um contexto específico, seus resultados não devem ser generalizados. Ainda assim, o trabalho apresenta possibilidades para o desenvolvimento de propostas de Educação Ambiental que ultrapassem abordagens estritamente comportamentais e reconheçam as dimensões sociais, éticas e políticas das relações entre sociedade e natureza.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1260 EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA E PRÁTICA DOCENTE 2026-08-19T15:47:24-03:00 Ana Carolina Lourenço Marcondes periodicos@unisa.br Iago de Medeiros Borges periodicos@unisa.br Júlia Oliveira Agra Lins periodicos@unisa.br Mirna Azevedo Villela periodicos@unisa.br Pedro Henrique Gois Martins Dias periodicos@unisa.br Vanessa Viana Andrade periodicos@unisa.br Fabio Fetz de Almeida periodicos@unisa.br <p>O presente estudo foi desenvolvido no âmbito do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), realizado em parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a Universidade Santo Amaro (UNISA). A iniciativa proporcionou aos licenciandos a oportunidade de desenvolver atividades pesquisa e imersão pedagógica, articulando a formação acadêmica com as demandas da realidade escolar. A pesquisa foi realizada na Escola Estadual República do Panamá, localizada na cidade de São Paulo, tendo como público-alvo os estudantes do ensino fundamental. A vivência possibilitou uma aproximação significativa com a comunidade escolar, permitindo o contato com alunos, professores, equipe gestora e demais profissionais da instituição. Essa inserção favoreceu uma compreensão mais ampla das dinâmicas escolares e dos desafios enfrentados no cotidiano educacional. A intervenção pedagógica teve como foco a discussão sobre o racismo estrutural, temática escolhida por sua relevância social e educacional. Durante a observação das aulas e das práticas pedagógicas desenvolvidas pelo professor regente, identificou-se a necessidade de promover reflexões acerca das desigualdades raciais presentes na sociedade brasileira e seus impactos na vida dos jovens. Para fundamentar as atividades propostas, foram utilizados referenciais teóricos contemporâneos sobre as relações raciais no Brasil, como Djamila Ribeiro e Silvio de Almeida. Esses autores contribuem para a compreensão do racismo como um fenômeno histórico e estrutural, presente nas instituições sociais e responsável pela reprodução de desigualdades e exclusões. A experiência foi particularmente enriquecedora para a formação acadêmica e profissional, pois possibilitou refletir sobre a importância de uma abordagem histórica comprometida com a pluralidade de narrativas e com a valorização de grupos historicamente silenciados. Nesse sentido, compreende-se que o processo de colonização e a longa trajetória da escravidão no Brasil contribuíram para a invisibilização das produções culturais, intelectuais e sociais da população negra, cujos efeitos ainda se manifestam nas estruturas sociais contemporâneas. Essas desigualdades podem ser observadas em diferentes espaços sociais, inclusive nas instituições educacionais, onde muitas vezes predomina uma perspectiva histórica centrada em referenciais europeus, limitando a representatividade de estudantes negros e periféricos. A ausência de referências culturais e históricas com as quais esses jovens possam se identificar pode comprometer o sentimento de pertencimento e o reconhecimento de sua própria trajetória histórica. Dessa forma, discutir o racismo estrutural no ambiente escolar constitui uma ação fundamental para a construção de uma educação mais inclusiva, crítica e democrática. Ao promover o reconhecimento da diversidade étnico-racial e valorizar as contribuições históricas e culturais da população negra, a escola fortalece processos de identificação, pertencimento e valorização da cidadania, contribuindo para o enfrentamento das desigualdades e para a formação de uma sociedade mais justa e equitativa. O presente estudo foi desenvolvido no âmbito do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), realizado em parceria entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a Universidade Santo Amaro (UNISA). A iniciativa proporcionou aos licenciandos a oportunidade de desenvolver atividades pesquisa e imersão pedagógica, articulando a formação acadêmica com as demandas da realidade escolar. A pesquisa foi realizada na Escola Estadual República do Panamá, localizada na cidade de São Paulo, tendo como público-alvo os estudantes do ensino fundamental. A vivência possibilitou uma aproximação significativa com a comunidade escolar, permitindo o contato com alunos, professores, equipe gestora e demais profissionais da instituição. Essa inserção favoreceu uma compreensão mais ampla das dinâmicas escolares e dos desafios enfrentados no cotidiano educacional. A intervenção pedagógica teve como foco a discussão sobre o racismo estrutural, temática escolhida por sua relevância social e educacional. Durante a observação das aulas e das práticas pedagógicas desenvolvidas pelo professor regente, identificou-se a necessidade de promover reflexões acerca das desigualdades raciais presentes na sociedade brasileira e seus impactos na vida dos jovens. Para fundamentar as atividades propostas, foram utilizados referenciais teóricos contemporâneos sobre as relações raciais no Brasil, como Djamila Ribeiro e Silvio de Almeida. Esses autores contribuem para a compreensão do racismo como um fenômeno histórico e estrutural, presente nas instituições sociais e responsável pela reprodução de desigualdades e exclusões. A experiência foi particularmente enriquecedora para a formação acadêmica e profissional, pois possibilitou refletir sobre a importância de uma abordagem histórica comprometida com a pluralidade de narrativas e com a valorização de grupos historicamente silenciados. Nesse sentido, compreende-se que o processo de colonização e a longa trajetória da escravidão no Brasil contribuíram para a invisibilização das produções culturais, intelectuais e sociais da população negra, cujos efeitos ainda se manifestam nas estruturas sociais contemporâneas. Essas desigualdades podem ser observadas em diferentes espaços sociais, inclusive nas instituições educacionais, onde muitas vezes predomina uma perspectiva histórica centrada em referenciais europeus, limitando a representatividade de estudantes negros e periféricos. A ausência de referências culturais e históricas com as quais esses jovens possam se identificar pode comprometer o sentimento de pertencimento e o reconhecimento de sua própria trajetória histórica. Dessa forma, discutir o racismo estrutural no ambiente escolar constitui uma ação fundamental para a construção de uma educação mais inclusiva, crítica e democrática. Ao promover o reconhecimento da diversidade étnico-racial e valorizar as contribuições históricas e culturais da população negra, a escola fortalece processos de identificação, pertencimento e valorização da cidadania, contribuindo para o enfrentamento das desigualdades e para a formação de uma sociedade mais justa e equitativa.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1261 FONTES HISTÓRICAS COMO INSTRUMENTO DE APRENDIZAGEM E CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL 2026-08-19T15:56:22-03:00 Alice Geovanna dos Santos periodicos@unisa.br Carla Miranda da Cruz periodicos@unisa.br Ivone Gomes de Oliveira periodicos@unisa.br Marcos Vinícios de Oliveira Bachega periodicos@unisa.br Ryan de Aguiar Ferreira periodicos@unisa.br Vitória Rocha Araujo da Silva periodicos@unisa.br Fabio Fetz de Almeida periodicos@unisa.br <p>Este artigo analisa a importância das fontes históricas no processo de ensino e aprendizagem, destacando sua contribuição para a construção do conhecimento histórico e para a formação da identidade dos estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental da Escola Estadual República do Panamá. A pesquisa busca compreender de que maneira o contato com diferentes fontes históricas influencia a percepção dos alunos acerca de suas origens, de seus valores culturais e de sua identidade nacional. Além de discutir a relevância das fontes históricas no contexto educacional, o estudo enfatiza a necessidade de estratégias pedagógicas que ultrapassem a simples memorização de conteúdos. Nesse sentido, defende-se a adoção de práticas que estimulem a reflexão crítica, a análise e a interpretação ativa das fontes históricas, bem como a promoção de experiências educativas que possibilitem o contato dos estudantes com documentos, patrimônios e espaços de memória fora do ambiente escolar. Tais iniciativas contribuem para um aprendizado mais significativo, aproximando os alunos de sua realidade histórica e fortalecendo sua compreensão sobre o papel da História na formação da sociedade.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1263 MEMÓRIA E IDENTIDADE NO ENSINO DE HISTÓRIA 2026-08-19T16:14:18-03:00 Ana Clara Valério Rodrigues periodicos@unisa.br Carlos Jefferson Medeiros de Souza periodicos@unisa.br Giulia de Souza Oliveira periodicos@unisa.br Isabella Lima Domingos de Souza periodicos@unisa.br Kleber Souza Silva periodicos@unisa.br Maria Eduarda Souza dos Santos periodicos@unisa.br Fabio Fetz de Almeida periodicos@unisa.br <p>Este artigo tem como objetivo analisar a importância da preservação da memória individual e coletiva no processo de ensino e aprendizagem de História, destacando suas contribuições para a construção da identidade, do sentimento de pertencimento e da valorização das trajetórias familiares e culturais dos estudantes. A pesquisa teve origem a partir de uma experiência desenvolvida no âmbito do PIBID (Programa Institucional de Iniciação a Docência), desenvolvido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) em parceria com a Universidade Santo Amaro (UNISA) junto aos estudantes das séries finais do Ensino Fundamental, na qual os alunos foram incentivados a investigar a história de suas famílias e a refletir sobre a influência das memórias, tradições e experiências familiares na formação de suas perspectivas de mundo. O estudo apresenta o desenvolvimento da intervenção pedagógica realizada em sala de aula, descrevendo as etapas da atividade, as metodologias empregadas e as reflexões construídas pelos estudantes ao longo do processo. Além disso, busca compreender como o contato com a memória familiar pode contribuir para o fortalecimento da consciência histórica e para a valorização das diferentes identidades presentes no ambiente escolar. Para fundamentar a pesquisa, foram analisadas obras e referenciais teóricos relacionados à memória, identidade e ensino de História, que serviram de suporte para a elaboração da intervenção e para a interpretação dos resultados obtidos. A partir dessas discussões, o artigo evidencia a relevância de práticas pedagógicas que aproximem os estudantes de suas histórias de vida, promovendo uma aprendizagem mais significativa, crítica e conectada com a realidade social e cultural em que estão inseridos.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1264 O USO PEDAGÓGICO DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS 2026-08-19T16:25:10-03:00 Amarilia Rodrigues dos Santos periodicos@unisa.br Davi de Souza Borges periodicos@unisa.br Fhelipe Augusto Prado Godoy Ferreira periodicos@unisa.br João Lucas Alves periodicos@unisa.br Julio da Silva Martins periodicos@unisa.br Vinícius Beu Muller Batisteli periodicos@unisa.br Fabio Fetz de Almeida periodicos@unisa.br <p>Este artigo analisa o papel da tecnologia no contexto educacional e suas contribuições para o processo de ensino e aprendizagem. Partindo da compreensão de que as tecnologias digitais estão cada vez mais presentes no cotidiano dos jovens, o estudo discute como sua utilização pode transformar as práticas pedagógicas, ampliando o acesso a recursos educacionais diversificados, favorecendo a personalização do ensino e estimulando a colaboração entre os estudantes. Ao mesmo tempo, a pesquisa problematiza os desafios relacionados ao uso inadequado dessas ferramentas no ambiente escolar. Quando empregadas sem planejamento pedagógico ou utilizadas de forma excessiva para fins alheios à aprendizagem, as tecnologias podem comprometer a concentração e o desempenho dos alunos. Da mesma forma, a resistência de alguns educadores em incorporar recursos tecnológicos às suas práticas de ensino pode gerar um distanciamento entre a escola e a realidade vivenciada pelos estudantes, impactando seu interesse e participação nas atividades propostas. O estudo tem como base a experiência desenvolvida durante as atividades como bolsista do PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência), promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em parceria com a Universidade Santo Amaro (UNISA), na Escola Estadual República do Panamá. Nesse contexto, é apresentada uma intervenção pedagógica realizada com estudantes das séries finais do ensino fundamental, cuja finalidade foi analisar as potencialidades e os desafios do uso da tecnologia no ambiente escolar.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1281 AS CONTRIBUIÇÕES DO PIBID/UNISA NA CONSTRUÇÃO DOCENTE 2026-08-20T16:21:49-03:00 Rita de Cássia Geraldi Menegon rcmenegon@prof.unisa.br Jovino José Balbinot jbalbinot@prof.unisa.br Silvia Gonçalves de Almeida periodicos@unisa.br <p><strong>Introdução: </strong>Este trabalho apresenta resultados parciais sobre a relevância do Programa Institucional do Programa Nacional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da UNISA como espaço de formação inicial e continuada de professores, proporcionando experiências práticas em escolas da Educação Básica. A imersão no ambiente da escola permite o contato com a realidade da sala de aula propiciando aos licenciandos o desenvolvimento de habilidades e competências essenciais. São vivências que oportunizam a reflexão sobre a própria prática pedagógica. Nesse sentido, essa pesquisa é relevante para a compreensão de como essas vivências promovem ressignificação das concepções e práticas docentes dos licenciandos da Unisa, contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino. <strong>Objetivo: </strong>Compreender o processo de ressignificação das concepções e práticas docentes dos licenciandos participantes do Projeto Institucional do Programa Nacional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID da UNISA, a partir das experiências vivenciadas no projeto, no contexto da formação para a Educação Básica. <strong>Metodologia: </strong>Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com dados quantitativos complementares. Foram realizadas pesquisa bibliográfica, incluindo a legislação do PIBID e autores sobre formação de professores, e pesquisa de campo com foco no significado atribuído à experiência dos bolsistas de iniciação à docência durante o período de participação no PIBID, no período de 2024 a 2026. <strong>Resultados e discussão: </strong>Participaram da pesquisa 24 bolsistas de iniciação à docência do curso de Pedagogia, predominantemente mulheres (92%), com idade entre 20 e 25 anos (54%) e matriculadas no 5º semestre (79%). A maioria não possuía experiência prévia de trabalho ou estágio (58%), tampouco havia participado de outros programas de iniciação à docência ou projetos de extensão (79%), o que evidencia o PIBID como primeira e relevante oportunidade de inserção no campo educacional. Inicialmente, predominava entre os licenciandos uma compreensão do pedagogo como transmissor de conhecimentos; contudo, as vivências na escola-campo favoreceram a ampliação dessa percepção, com o reconhecimento da complexidade da docência, da diversidade estudantil, das situações de vulnerabilidade, das condições de trabalho e da necessidade de adaptação das práticas pedagógicas. Os resultados indicam que o PIBID contribuiu para a articulação entre teoria e prática, para a compreensão dos processos de ensino e aprendizagem e para a construção da identidade docente. Os participantes valorizaram abordagens centradas no estudante, como metodologias ativas, ludicidade, investigação, aprendizagem significativa e protagonismo infantil, embora também tenham identificado tensões entre práticas tradicionais e inovadoras no contexto escolar. As experiências mais significativas envolveram o contato com as crianças, o acompanhamento da aprendizagem, especialmente na alfabetização, a observação de professores supervisores e a participação em projetos e intervenções pedagógicas. Destacaram-se, ainda, as dimensões socioemocional e inclusiva da docência, marcadas por acolhimento, afeto, empatia, escuta e respeito às diferenças, elementos que fortaleceram a segurança profissional e o compromisso dos licenciandos com uma educação ética, inclusiva e socialmente responsável. <strong>Considerações finais: </strong>Identifica-se que o PIBID amplia as possibilidades formativas dos licenciandos ao articular teoria e prática, promover experiências concretas no contexto escolar e favorecer a reflexão crítica sobre a ação docente. A participação no programa contribuiu para a ampliação das concepções sobre o trabalho do professor, evidenciando a complexidade da escola, a diversidade dos estudantes, as situações de vulnerabilidade e a necessidade de flexibilização das práticas pedagógicas. Destacaram-se, ainda, contribuições para a constituição da identidade docente, decorrentes do contato com as crianças, da observação de professores experientes e da participação em atividades pedagógicas. As dimensões didático-pedagógica, socioemocional e inclusiva mostraram-se centrais nas experiências dos bolsistas, fortalecendo práticas pautadas no acolhimento, na empatia, no protagonismo infantil e no compromisso com uma educação democrática, ética e socialmente responsável.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1286 ENTRE A TEORIA E A QUADRA 2026-08-21T14:26:13-03:00 Alexandre Da Silva Calabianqui periodicos@unisa.br João Pedro Santos de Oliveira periodicos@unisa.br Bruno de Oliveira Pinheiro periodicos@unisa.br <p><strong>Introdução: </strong>A formação inicial de professores envolve conhecimentos acadêmicos e experiências construídas no cotidiano escolar. Nesse processo, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) possibilita aos licenciandos aproximação com situações concretas da docência, favorecendo a articulação entre conhecimentos teóricos, práticas pedagógicas e relações estabelecidas com os estudantes. Na Educação Física, essa inserção permite compreender desafios relacionados à participação discente, à valorização do componente curricular, à diversidade das práticas corporais e às demandas sociais presentes na escola. <strong>Objetivo: </strong>Analisar desafios e aprendizagens decorrentes da inserção inicial de bolsistas do PIBID de Educação Física no cotidiano escolar e suas contribuições para a construção da identidade docente. <strong>Metodologia: </strong>Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, desenvolvido entre maio e junho de 2026 em uma escola pública estadual da zona sul de São Paulo. As experiências envolveram duas turmas de 7º ano, com aproximadamente 64 estudantes, e uma turma de 6º ano, com cerca de 32 estudantes. Os registros foram produzidos por meio de diário de campo, observações das aulas e conversas informais realizadas durante as atividades. Posteriormente, as experiências foram organizadas em três eixos de análise: estratégias de aproximação com os estudantes, desafios na condução das aulas e percepção discente sobre a Educação Física escolar. <strong>Resultados e discussão: </strong>A inserção no cotidiano escolar evidenciou inicialmente resistência de parte dos estudantes aos conteúdos teóricos e uma compreensão da Educação Física predominantemente associada ao “jogar bola”. Estratégias que articularam movimento e conhecimentos conceituais favoreceram maior aproximação dos bolsistas com as turmas. A participação direta nas atividades práticas também contribuiu para o estabelecimento de vínculos e para maior interação com os estudantes. Entre os desafios observados, destacou-se a abordagem da dança, especialmente diante do receio de exposição e de manifestações de bullying entre os pares. As experiências também evidenciaram situações nas quais a Educação Física apresentou potencial para constituir espaço de escuta e acolhimento, particularmente diante de relatos de exclusão e dificuldades de integração. Esses acontecimentos contribuíram para que os bolsistas compreendessem que a atuação docente ultrapassa o planejamento e a condução dos conteúdos, envolvendo mediação de relações, sensibilidade às demandas dos estudantes e reflexão permanente sobre a prática pedagógica. <strong>Considerações finais: </strong>A experiência no PIBID contribuiu para aproximar os licenciandos da complexidade do cotidiano escolar e para compreender a construção da identidade docente como processo relacionado à articulação entre formação acadêmica e experiência profissional. As situações vivenciadas demonstraram a importância da mediação pedagógica, da diversificação das estratégias de ensino e da construção de vínculos com os estudantes. O relato também evidencia o potencial do PIBID como espaço formativo para uma atuação docente reflexiva e comprometida com uma Educação Física que considere as dimensões pedagógicas, sociais e relacionais presentes na escola.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1273 ENTRE A LUDICIDADE E OS PRINCÍPIOS OPERACIONAIS DO BASQUETEBOL 2026-08-20T14:16:41-03:00 Andressa Gomes Bitencourt periodicos@unisa.br Bernardo Alves Ferreira periodicos@unisa.br Atali Oliveira periodicos@unisa.br Silas Almeida periodicos@unisa.br Vinicius Barbosa periodicos@unisa.br Bruno de Oliveira Pinheiro periodicos@unisa.br <p><strong>Introdução:</strong> O ensino dos esportes coletivos nas aulas de Educação Física pode ultrapassar abordagens centradas exclusivamente na repetição de gestos técnicos, incorporando estratégias que favoreçam participação, tomada de decisão e compreensão da lógica do jogo. Nesse contexto, os jogos pré-desportivos constituem possibilidades pedagógicas para aproximar os estudantes das modalidades esportivas de maneira lúdica e contextualizada. O jogo “Protetores do Tesouro” foi desenvolvido como estratégia de iniciação ao basquetebol, articulando fundamentos da modalidade, cooperação, ocupação dos espaços e resolução de situações-problema. <strong>Objetivo: </strong>Relatar e analisar a aplicação do jogo pré-desportivo “Protetores do Tesouro” como estratégia pedagógica para o ensino introdutório do basquetebol em uma aula de Educação Física no Ensino Médio. <strong>Metodologia: </strong>Trata-se de um relato de experiência de caráter descritivo e abordagem qualitativa, realizado com estudantes do 1º ano do Ensino Médio, com idades entre 15 e 16 anos, durante uma aula de aproximadamente 50 minutos. A quadra foi dividida em zonas delimitadas por cones e os estudantes organizados em grupos com funções de proteção e ataque. Durante o jogo, foram mobilizados fundamentos relacionados ao drible, passe, proteção da bola, ocupação espacial e tomada de decisão. A intervenção contou ainda com momentos de mediação docente, nos quais situações-problema estimularam os estudantes a refletirem sobre estratégias, dificuldades e possibilidades de ação durante a prática. <strong>Resultados e discussão: </strong>A experiência evidenciou que a organização lúdica da atividade favoreceu a participação dos estudantes e criou oportunidades para utilização dos fundamentos do basquetebol em situações próximas à lógica do jogo. Foram observadas ações de cooperação, elaboração de estratégias ofensivas e defensivas, ocupação dos espaços e tomada de decisão durante a dinâmica. Também foi identificada resistência inicial de parte dos estudantes à prática do basquetebol, acompanhada de maior interesse pelo futebol. Ao longo da atividade, entretanto, a estrutura lúdica e a redução da exigência por desempenho técnico formal contribuíram para maior envolvimento dos participantes. A mediação docente mostrou-se relevante ao transformar dificuldades encontradas durante o jogo em oportunidades de reflexão sobre as ações realizadas. <strong>Considerações finais: </strong>A experiência sugere que os jogos pré-desportivos podem constituir uma estratégia pedagógica pertinente para a iniciação ao basquetebol no contexto escolar, especialmente quando articulados à problematização e à mediação docente. O jogo “Protetores do Tesouro” possibilitou integrar elementos técnicos, táticos e relacionais da modalidade em uma prática lúdica, contribuindo para ampliar as experiências corporais dos estudantes. Ressalta-se, entretanto, que os resultados correspondem às observações de uma experiência pedagógica específica, sendo pertinente, em estudos posteriores, ampliar o número de intervenções e utilizar instrumentos sistemáticos de avaliação.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1267 INCLUSÃO ESCOLAR E EDUCAÇÃO FÍSICA 2026-08-19T18:12:46-03:00 Atila Holiver Silva de Freitas periodicos@unisa.br Hugo Firmino Silva periodicos@unisa.br Jaqueline Aprigio Silva periodicos@unisa.br Bruno de Oliveira Pinheiro periodicos@unisa.br <p>A inclusão escolar pressupõe a criação de condições que possibilitem a participação dos estudantes nas diferentes experiências educacionais, considerando suas características e necessidades. Na Educação Física, esse processo apresenta particularidades relacionadas às práticas corporais, aos espaços utilizados, aos materiais disponíveis e às estratégias adotadas pelo professor. A presença de estudantes com necessidades educacionais específicas demanda planejamento e possibilidades de adaptação que favoreçam sua participação nas atividades propostas. Entretanto, limitações estruturais e pedagógicas, disponibilidade de recursos e aspectos relacionados à formação docente podem constituir desafios para a efetivação de práticas inclusivas. Nesse contexto, a inserção de licenciandos no cotidiano escolar por meio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) possibilita observar essas situações e refletir sobre estratégias utilizadas nas aulas de Educação Física.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1274 SLACKLINE NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR 2026-08-20T14:21:50-03:00 José Jeorge Moura de Sousa periodicos@unisa.br Welington Gonçalves Ferreira periodicos@unisa.br Bruno de Oliveira Pinheiro periodicos@unisa.br <p><strong>Introdução: </strong>A Educação Física escolar tem potencial para promover experiências corporais diversificadas que favoreçam a participação dos estudantes e a valorização das diferenças. Nesse contexto, propostas que envolvem desafios motores podem contribuir para ampliar as possibilidades de aprendizagem e interação nas aulas. O Slackline apresenta-se como uma prática corporal que mobiliza equilíbrio, concentração, confiança e superação de desafios, podendo ser adaptada para atender diferentes necessidades dos estudantes. A inserção dos licenciandos no contexto escolar por meio do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) possibilita vivenciar situações concretas relacionadas ao planejamento, à adaptação das atividades e à promoção de práticas inclusivas. <strong>Objetivo: </strong>Relatar uma experiência pedagógica com o Slackline desenvolvida durante as atividades do PIBID, refletindo sobre estratégias de adaptação, inclusão e participação dos estudantes nas aulas de Educação Física. <strong>Metodologia: </strong>Trata-se de um relato de experiência desenvolvido com estudantes do Ensino Fundamental de uma escola pública. A atividade foi realizada na quadra escolar utilizando uma fita de Slackline adaptada com apoio superior para ampliar a segurança dos participantes. Durante a vivência, os estudantes foram incentivados a experimentar diferentes formas de deslocamento e permanência sobre a fita, respeitando seus ritmos e possibilidades individuais. Os bolsistas acompanharam a atividade, realizaram orientações e promoveram adaptações sempre que necessário para favorecer a participação dos estudantes. <strong>Resultados e discussão: </strong>A experiência evidenciou elevado interesse dos estudantes pela proposta, favorecendo a participação nas atividades e a experimentação de novos desafios corporais. A necessidade de adaptação da atividade para estudantes com necessidades educacionais específicas reforçou a importância do planejamento flexível e da observação contínua das respostas apresentadas pela turma. O apoio oferecido durante a execução da atividade possibilitou maior segurança aos participantes e contribuiu para que diferentes estudantes pudessem vivenciar a proposta. A experiência também favoreceu reflexões sobre o papel do professor como mediador do processo de aprendizagem, destacando a importância de estratégias pedagógicas que considerem as características e necessidades dos estudantes. Para os bolsistas, a intervenção contribuiu para ampliar a compreensão sobre inclusão, adaptação pedagógica e prática docente no contexto escolar<strong>. </strong><strong>Considerações finais: </strong>O desenvolvimento da atividade com Slackline evidenciou possibilidades de utilização de práticas corporais desafiadoras e adaptadas nas aulas de Educação Física. A experiência reforçou a importância da flexibilidade do planejamento, da mediação docente e das adaptações pedagógicas para favorecer a participação dos estudantes. Além disso, contribuiu para a formação inicial dos bolsistas ao proporcionar reflexões sobre inclusão, segurança, autonomia e respeito às diferenças no ambiente escolar.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1268 O PINGOBOL COMO ESTRATÉGIA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR 2026-08-19T18:22:20-03:00 Shirlene Cristina Carvalho Bueno de Camargo Lima periodicos@unisa.br Luiz Marçal Barbosa dos Santos periodicos@unisa.br Cauan Andrade Souza periodicos@unisa.br Roze Maria Souza periodicos@unisa.br Bruno de Oliveira Pinheiro periodicos@unisa.br <p><strong>Introdução: </strong>A participação dos estudantes constitui um dos desafios presentes nas aulas de Educação Física escolar, especialmente quando parte da turma demonstra resistência às atividades propostas ou permanece afastada das práticas coletivas. Nesse contexto, jogos e práticas corporais adaptadas podem constituir estratégias pedagógicas para diversificar as experiências dos estudantes e criar situações de interação, cooperação e participação. Durante as atividades do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), a observação do cotidiano escolar evidenciou situações de dispersão, uso de celulares e formação de grupos isolados durante as aulas. A partir dessa realidade, foi proposta a utilização do Pingobol como uma prática adaptada e lúdica, buscando ampliar as possibilidades de participação nas aulas de Educação Física. <strong>Objetivo: </strong>Relatar a experiência de aplicação do Pingobol nas aulas de Educação Física, analisando os desafios encontrados, as adaptações realizadas e as possibilidades da atividade para a participação dos estudantes e para a formação inicial dos bolsistas do PIBID. <strong>Metodologia: </strong>Trata-se de um relato de experiência desenvolvido com estudantes do Ensino Fundamental de uma escola pública, durante ações do PIBID. A proposta foi elaborada a partir de observações realizadas pelos bolsistas sobre diferentes formas de participação nas aulas. O Pingobol foi desenvolvido como uma prática corporal adaptada e lúdica, utilizando bola e bambolês. A intervenção foi organizada em momentos de apresentação e demonstração da atividade, experimentação prática e avaliação da experiência. Os estudantes foram organizados em duplas e acompanhados pelos bolsistas durante a realização do jogo. Ao final, foi promovido um momento de diálogo para que compartilhassem suas percepções e dificuldades. <strong>Resultados e discussão: </strong>A experiência evidenciou diferentes níveis de participação e envolvimento dos estudantes. Inicialmente, foram observadas situações de resistência à atividade, dispersão pela quadra, utilização de celulares e permanência em grupos previamente estabelecidos. Esses acontecimentos demonstraram que a utilização de uma prática diferenciada não determina, isoladamente, o envolvimento dos estudantes. Durante a intervenção, a mediação pedagógica e a reorganização da atividade mostraram-se importantes para favorecer a participação. O Pingobol criou situações de interação entre os participantes e possibilitou a experimentação de uma prática corporal diferente das modalidades esportivas tradicionalmente presentes nas aulas. A experiência também evidenciou a importância da flexibilidade do planejamento, uma vez que as respostas apresentadas pelos estudantes exigiram intervenções e adaptações durante a própria prática. Para os bolsistas, essas situações favoreceram reflexões sobre gestão da turma, mediação pedagógica e necessidade de considerar diferentes interesses e formas de participação no planejamento das aulas. <strong>Considerações finais:</strong>A experiência com o Pingobol evidenciou possibilidades de utilização de práticas adaptadas e lúdicas como estratégia para diversificar as aulas de Educação Física e criar situações favoráveis à interação e à participação dos estudantes. Ao mesmo tempo, os desafios encontrados demonstraram que a proposição de uma atividade diferenciada não garante o envolvimento de todos, tornando fundamentais a mediação docente, a observação das respostas da turma e a flexibilidade para reorganizar o planejamento. Para os bolsistas do PIBID, a intervenção possibilitou aproximar conhecimentos da formação inicial das situações concretas do cotidiano escolar, contribuindo para reflexões sobre planejamento, participação estudantil e atuação docente.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1275 O MUAY THAI NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR 2026-08-20T14:35:16-03:00 Nuria Teixeira da Silva periodicos@unisa.br Bruno de Oliveira Pinheiro periodicos@unisa.br <p><strong>Introdução: </strong>As lutas constituem uma das manifestações da cultura corporal contempladas pela Educação Física escolar e podem proporcionar aos estudantes experiências que envolvam conhecimentos históricos, culturais e corporais. Entretanto, sua inserção nas aulas ainda encontra desafios relacionados à formação docente, disponibilidade de materiais e associação entre luta e violência. Nesse contexto, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) possibilita aos licenciandos vivenciar situações concretas de planejamento, intervenção e reflexão sobre a prática pedagógica. O Muay Thai, quando pedagogicamente adaptado ao contexto escolar, pode ser abordado para além de sua dimensão competitiva, valorizando conhecimentos culturais e experiências corporais diversificadas. <strong>Objetivo: </strong>Relatar uma experiência de ensino do Muay Thai desenvolvida no âmbito do PIBID e analisar suas possibilidades como conteúdo das aulas de Educação Física escolar. <strong>Metodologia: </strong>Trata-se de um relato de experiência de caráter descritivo, desenvolvido por bolsistas do PIBID do curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Santo Amaro (UNISA), em uma escola pública estadual do município de São Paulo. A intervenção envolveu estudantes do Ensino Fundamental e foi organizada em momentos teóricos e práticos. Inicialmente, foram apresentados aspectos históricos e culturais do Muay Thai, regras, equipamentos e características da modalidade. Posteriormente, foram realizadas vivências envolvendo postura, deslocamentos, equilíbrio, coordenação e movimentos fundamentais adaptados, priorizando segurança, respeito e ausência de confronto físico entre os participantes. <strong>Resultados e discussão: </strong>Durante a experiência, observou-se interesse dos estudantes pelo Muay Thai e participação nas atividades propostas. Inicialmente, alguns participantes relacionavam as lutas predominantemente à agressividade e ao confronto físico. A apresentação dos aspectos históricos e culturais, associada às vivências práticas adaptadas, possibilitou problematizar essa percepção e apresentar a modalidade como manifestação da cultura corporal. A utilização de atividades sem confronto direto favoreceu condições de segurança para a experimentação dos movimentos e permitiu trabalhar princípios relacionados ao respeito às regras, cooperação e interação entre os estudantes. A experiência também evidenciou aos bolsistas a necessidade de planejamento, adaptação das atividades e mediação pedagógica para abordar as lutas no ambiente escolar. Esses aspectos dialogam com estudos que apontam possibilidades de adaptação e inovação para o ensino das lutas e destacam dificuldades relacionadas à formação profissional, infraestrutura e associação dessas práticas à violência. <strong>Considerações finais: </strong>A experiência demonstrou a possibilidade de inserir o Muay Thai nas aulas de Educação Física a partir de uma abordagem pedagógica adaptada ao contexto escolar. A articulação entre conhecimentos históricos, culturais e vivências corporais possibilitou ampliar o contato dos estudantes com o conteúdo das lutas sem privilegiar o confronto ou o desempenho técnico. Para os bolsistas, a intervenção constituiu uma oportunidade de aproximação com situações concretas da docência, especialmente relacionadas ao planejamento, à segurança, à adaptação metodológica e à mediação pedagógica. O relato reforça, portanto, a importância de compreender as lutas como conteúdos da cultura corporal que podem integrar propostas diversificadas de Educação Física escolar.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1269 JOGAR, COOPERAR E APRENDER 2026-08-19T18:45:04-03:00 Rebeca Assis Almeida Costa periodicos@unisa.br Giovanna Gomes Rodrigues periodicos@unisa.br Dericky Henrique Targino da Silva periodicos@unisa.br Tiago Oliveira Daltro periodicos@unisa.br Bruno de Oliveira Pinheiro periodicos@unisa.br <p><strong>Introdução: </strong>A inserção dos licenciandos no cotidiano escolar constitui uma oportunidade para aproximar conhecimentos desenvolvidos na formação inicial das situações concretas da prática docente. No âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), essa aproximação possibilita observar, planejar e desenvolver intervenções pedagógicas considerando as características dos estudantes e as demandas que emergem durante as aulas. Na Educação Física, propostas fundamentadas na lógica dos jogos esportivos coletivos podem criar situações que mobilizam tomada de decisão, cooperação, comunicação e elaboração de estratégias. <strong>Objetivos: </strong>Relatar a experiência de planejamento e aplicação de um Circuito de Invasão e Defesa com estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental, analisando situações observadas durante a intervenção e suas contribuições para a formação inicial dos bolsistas do PIBID. <strong>Metodologia: </strong>Trata-se de um relato de experiência desenvolvido com estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública, durante ações do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID).A intervenção foi realizada na quadra escolar e organizada em estações utilizando cones, bambolês, bolas e marcações disponíveis na escola. Os estudantes foram distribuídos em grupos e participaram de desafios envolvendo invasão e defesa de espaços, deslocamentos, elaboração de estratégias e ações coletivas. Durante a atividade, os bolsistas acompanharam os grupos, orientaram os participantes e realizaram intervenções diante das dificuldades identificadas. Ao final, foi realizada uma roda de conversa para que os estudantes compartilhassem percepções sobre a experiência, dificuldades encontradas e estratégias utilizadas. <strong>Resultados e discussão: </strong>Observou-se participação da maioria dos estudantes e envolvimento nos desafios propostos. Durante o circuito, foram identificadas situações de comunicação, colaboração e organização de estratégias entre os participantes. Entretanto, também surgiram dificuldades relacionadas à compreensão das regras e à predominância da intenção de vencer sobre a cooperação em alguns grupos. Diante dessas situações, tornou-se necessário reformular explicações, apresentar exemplos e reorganizar equipes durante a própria aula. A experiência evidenciou, portanto, que o planejamento pedagógico não constitui uma estrutura rígida, demandando do professor capacidade de observar as respostas da turma e adaptar sua intervenção. A dinâmica dos desafios também possibilitou aos estudantes vivenciar situações relacionadas à lógica dos jogos esportivos coletivos, especialmente ocupação de espaços, cooperação e tomada de decisão. Para os bolsistas, as situações imprevistas contribuíram para reflexões sobre gestão da turma, mediação de conflitos e flexibilidade metodológica. <strong>Considerações finais: </strong>A experiência com o Circuito de Invasão e Defesa evidenciou possibilidades de utilização de jogos e desafios adaptados nas aulas de Educação Física, favorecendo situações de participação, cooperação, comunicação e tomada de decisão. As dificuldades encontradas durante a intervenção reforçaram a importância da mediação docente e da adaptação do planejamento às respostas apresentadas pelos estudantes. Para os bolsistas do PIBID, a experiência possibilitou aproximar conhecimentos da formação inicial das demandas concretas do cotidiano escolar, contribuindo para reflexões sobre planejamento, gestão da turma e prática pedagógica.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1276 EDUCAÇÃO AMBIENTAL NOS ANOS INICIAIS POR MEIO DE JOGOS SUSTENTÁVEIS 2026-08-20T14:39:52-03:00 Emily Thayla de Jesus Souza emilythayla23@gmail.com Rita de Cássia Geraldi Menegon rcmenegon@prof.unisa.br Jovino José Balbinot jbalbinot@prof.unisa.br Kelly Cristina Cássia Ribeiro periodicos@unisa.br <p> </p> <p><strong>Justificativa: </strong>A educação ambiental é um tema bastante discutido na atualidade, em que o consumismo exacerbado intensificou os problemas ambientais, ampliando o debate sobre a relação do ser humano com o meio ambiente e como estimular a consciência ambiental já na primeira infância no ambiente escolar, diante disso, a escola assume um papel essencial para formação de cidadãos mais conscientes. <strong>Objetivo: </strong>As práticas tiveram como objetivo analisar o desenvolvimento das atividades pedagógicas e sua contribuição para o avanço de uma consciência socioambiental nos anos iniciais por meio de jogos sustentáveis. Foi proposta uma pesquisa qualitativa, em uma escola pública do Estado de São Paulo, com crianças de 2° ano do Ensino Fundamental. <strong>Metodologia: </strong>A proposta, foi elaborada com abordagem interdisciplinar envolvendo as áreas de Ciências da Natureza, Língua Portuguesa e Arte, usando metodologias ativas baseadas em projetos. As atividades iniciaram-se com rodas de conversa sobre o que os estudantes entendiam de reciclagem, sobre se já usavam no dia a dia e que formas de reciclagem eles conheciam. Esse momento possibilitou identificar os conhecimentos prévios da turma e compreender as experiências já vivenciadas pelos estudantes em relação à reciclagem e à preservação do meio ambiente. Em seguida, foi apresentado um vídeo introdutório mostrando materiais do cotidiano como vidro, papel, entre outros que podem ser reciclados. Depois, foi elaborada, em conjunto com as crianças, uma nova versão de um jogo antigo conhecido como jogo da velha usando materiais recicláveis como o papelão. Após isso, as próximas aulas foram destinadas ao desenvolvimento do jogo, como o tabuleiro do jogo da velha em que as crianças usaram sua criatividade em cada detalhe do tabuleiro, em seguida, fizemos um dado usando rolos de papel higiênico cortados. Na sequência, realizamos algumas partidas do jogo em que as crianças formaram duplas para jogar e depois cada criança construiu bilhetes sobre o que gostaram do desenvolvimento do jogo e de suas regras. <strong>Resultados : </strong>No decorrer das atividades, foi observada uma participação ativa dos alunos em todo o percurso, houve um avanço quanto ao trabalho em equipe entre as crianças, bem como o aumento do interesse sobre as práticas de reciclagem e a reutilização de materiais do cotidiano. A construção dos bilhetes ajudou a desenvolver a escrita e leitura da turma possibilitando assim que os estudantes registrassem suas percepções sobre a atividade, expressando os conhecimentos construídos ao longo do desenvolvimento do projeto. Além dos conhecimentos relacionados à educação ambiental, as atividades possibilitaram a integração entre diferentes áreas do conhecimento, permitindo que os estudantes desenvolvessem habilidades de leitura, escrita, criatividade e cooperação durante todas as etapas do projeto. A articulação entre Ciências da Natureza, Língua Portuguesa e Artes contribuiu para tornar os conteúdos mais próximos da realidade dos alunos, favorecendo a participação e o envolvimento nas atividades propostas. <strong>Conclusão: </strong>Diante disso, foi possível perceber, ainda que inicialmente, que os jogos sustentáveis favoreceram uma aprendizagem significativa para crianças, usando o lúdico como uma ferramenta de ensino, contribuindo para o desenvolvimento da consciência socioambiental. A utilização de jogos é uma estratégia pedagógica capaz de aproximar a educação ambiental da realidade dos estudantes, dos anos iniciais do Ensino Fundamental.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1277 EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA NOS ANOS INICIAIS 2026-08-20T14:44:51-03:00 Heloisa Danieli Vieira Madeiros helomadeiros1510@gmail.com Rita de Cássia Geraldi Menegon rcmenegon@prof.unisa.br Jovino José Balbinot jbalbinot@prof.unisa.br Ivete Marceonilla Queiroz de Sene ivetemarceonilla@professor.educacao.sp.gov.br <p><strong>Introdução: </strong>A crise socioambiental vivenciada na atualidade evidencia a necessidade de fortalecer ações educativas capazes de contribuir para a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com a preservação do meio ambiente. Nesse contexto, a Educação Ambiental assume um papel importante nos anos iniciais do Ensino Fundamental, período em que as crianças estão construindo valores, atitudes e formas de compreender o mundo. Além de promover conhecimentos sobre a natureza, busca estimular o pensamento crítico e desenvolver uma relação de cuidado e responsabilidade com o meio ambiente. Considerando que a aprendizagem também envolve aspectos emocionais, este estudo analisou como as práticas de Educação Ambiental desenvolvidas no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) contribuíram para o desenvolvimento da consciência ecológica e da afetividade em estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental. <strong>Metodologia: </strong>Trata-se de uma pesquisa qualitativa, desenvolvida por meio da pesquisa-ação, utilizando intervenção pedagógica e observação participante. O estudo foi realizado na Escola Estadual Paulo Eiró, em Santo Amaro, São Paulo, envolvendo 21 estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental. Os dados foram produzidos por meio de observações, diário de campo, rodas de conversa, desenhos e textos produzidos pelos estudantes, sendo analisados conforme a Análise de Conteúdo. <strong>Resultados: </strong>Observou-se participação ativa dos estudantes nas atividades relacionadas aos impactos da industrialização, qualidade do ar, aquecimento global e uso consciente dos recursos naturais. As ações desenvolvidas no âmbito do PIBID favoreceram o fortalecimento da consciência ecológica, da afetividade e do pensamento crítico dos estudantes. <strong>Discussão: </strong>Os resultados evidenciaram que práticas pedagógicas fundamentadas na participação, na interdisciplinaridade e na afetividade contribuem para uma aprendizagem mais significativa, reforçando a importância da Educação Ambiental na formação integral dos estudantes. <strong>Considerações finais: </strong>Conclui-se que as práticas desenvolvidas no PIBID contribuíram para a construção da consciência ecológica e para o fortalecimento da afetividade, evidenciando a importância da Educação Ambiental nos anos iniciais do Ensino Fundamental e da formação docente comprometida com a sustentabilidade.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1278 DO LIXO AO LUXO 2026-08-20T14:58:45-03:00 Ledmara Martins da Silva ledmarasilva@gmail.com Maria Caroline Soares Marques mariacarolm2@gmail.com Rita de Cássia Geraldi Menegon rcmenegon@prof.unisa.br Karlene Mota Rodrigues Gaudencio karlene@prof.educacao.sp.gov.br <p><strong>Introdução: </strong>A Educação Ambiental trabalhada desde a infância possui um papel fundamental na formação de estudantes mais conscientes sobre suas atitudes e responsabilidades em relação ao meio ambiente. A escola, como espaço de construção de conhecimentos e valores, possibilita que os alunos desenvolvam uma visão mais crítica sobre o consumo, o descarte de materiais e a importância da preservação ambiental. Quando o tema é apresentado de forma prática e relacionada ao cotidiano das crianças, a aprendizagem torna-se mais significativa, permitindo que os estudantes compreendam que pequenas ações podem contribuir para a construção de hábitos mais sustentáveis. <strong>Metodologia: </strong>O projeto “Do Lixo ao Luxo” foi desenvolvido com alunos do 2º, 3º e 4º anos do Ensino Fundamental da Escola Estadual Paulo Eiró, durante os anos de 2025 e 2026. As atividades foram realizadas por meio de aulas teóricas e práticas, envolvendo discussões sobre sustentabilidade, reciclagem, reutilização e preservação do meio ambiente. Após os momentos de reflexão, foram realizadas oficinas de criação utilizando materiais recicláveis e reutilizáveis, muitos deles trazidos pelos próprios alunos de suas residências. Foram utilizados materiais como garrafas PET, papelão, tampinhas de garrafa, retalhos de papel, papel crepom, cartolinas, papel sulfite, entre outros. Durante as oficinas, os estudantes participaram da produção de diferentes objetos, como jogo da velha reciclável, livro reciclável, porta-lápis, flores de papel e a preparação de um desfile Eco Fashion, ainda em processo de produção. <strong>Resultados e discussão: </strong>Durante a realização do projeto, foi possível observar grande participação e envolvimento dos alunos em todas as etapas das atividades. As turmas demonstraram entusiasmo ao perceber que materiais considerados sem utilidade poderiam ser transformados em novos objetos por meio da criatividade e do reaproveitamento. Além dos conhecimentos relacionados à Educação Ambiental, as propostas contribuíram para o desenvolvimento de habilidades como cooperação, autonomia, organização, imaginação e responsabilidade. As atividades práticas possibilitaram aproximar os conteúdos trabalhados em sala de aula das experiências vivenciadas pelos estudantes, favorecendo uma aprendizagem mais significativa. Ao utilizarem materiais que poderiam ser descartados, os alunos passaram a refletir sobre seus hábitos de consumo e sobre as possibilidades de reduzir a quantidade de resíduos produzidos. A transformação do “lixo” em objetos criativos mostrou aos estudantes que atitudes simples podem fazer parte do cuidado diário com o meio ambiente. <strong>Considerações finais: </strong>O projeto “Do Lixo ao Luxo” demonstrou ser uma estratégia eficiente para desenvolver a Educação Ambiental de forma lúdica, participativa e interdisciplinar. As atividades possibilitaram que os alunos não apenas ampliassem seus conhecimentos sobre sustentabilidade, mas também desenvolvessem atitudes de cuidado, responsabilidade e respeito pelo meio ambiente. A experiência evidenciou que práticas educativas envolvendo criatividade e reutilização de materiais tornam o processo de aprendizagem mais envolvente e significativo, contribuindo para a formação de estudantes mais conscientes e comprometidos com a construção de um futuro sustentável.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1279 O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A PRESERVAÇÃO DA BIOSFERA 2026-08-20T16:08:03-03:00 Maria Rita Roque da Silva mariarita0939@gmail.com Vitória de Souza Silva vitoriasoul90@gmail.com Rita de Cássia Geraldi Menegon rcmenegon@prof.unisa.br Jovino José Balbinot jbalbinot@prof.unisa.br Karlene Mota Rodrigues Gaudencio karlene@prof.educacao.sp.gov.br <p><strong>Introdução: </strong>A promoção da educação ambiental nos anos iniciais do Ensino Fundamental é essencial para a construção de uma geração formada por cidadãos críticos, conscientes e responsáveis em relação ao meio ambiente. Visto que promove um conjunto de ações educativas que vão além de simples conteúdos sobre a natureza, abrangendo também aspectos sociais, culturais e econômicos relacionados aos problemas socioambientais atualmente enfrentados. Permitindo que a criança reflita acerca de suas ações e posicione-se ativamente a respeito dos impactos individuais e coletivos exercidos no meio ambiente pelo ser humano. <strong>Objetivo: </strong>O estudo apresentado tem como objetivo relatar uma experiência acadêmica acerca do uso de metodologias ativas para a promoção da conscientização ambiental no ambiente escolar, com crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental, buscando identificar, de forma coletiva, os impactos socioambientais causados pela ação humana na biosfera e promover uma reflexão crítica, bem como a elaboração de propostas de intervenções pedagógicas desenvolvidas no contexto das atividades do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). <strong>Metodologia: </strong>O estudo caracteriza-se como um relato de experiência fundamentado nos pressupostos da educação ambiental. Sendo utilizado como instrumento de registro e reflexão, relaciona teoria e prática a partir das vivências e aplicações desenvolvidas na Escola Estadual Paulo Eiró no ano de 2025, em uma turma de 3º do Ensino Fundamental, com 32 crianças de 8 a 9 anos. Por fim, este estudo utilizou ferramentas de inteligência artificial generativa para auxiliar na revisão gramatical, organização textual e aprimoramento da redação. Todo o conteúdo produzido foi revisado, validado e aprovado pelos autores, que assumem integral responsabilidade pelas informações apresentadas. <strong>Resultados e discussão: </strong>As propostas pedagógicas visaram incentivar a reflexão acerca da preservação ambiental, da sustentabilidade e dos impactos das ações humanas na biosfera, sempre promovendo a participação ativa das crianças durante as aulas. Os dados observados durante a aplicação das atividades em sala de aula apontam que essas práticas propiciaram um maior engajamento, desenvolvimento do pensamento crítico e ampliação da consciência ambiental dos estudantes, evidenciando a importância da utilização de metodologias que articulem teoria e prática de forma lúdica e significativa. Para o desenvolvimento das aulas utilizou-se de recursos tecnológicos, fotografias, obras literárias e experiências concretas das crianças. Tendo como base o tema apresentado no Capítulo 6, "Protegendo a biosfera", do Caderno 2 – Ecocidadão (SÃO PAULO (Estado), 2014) foram elaboradas quatro aulas com diferentes objetivos. Em um primeiro momento, buscou-se compreender os conhecimentos prévios apresentados pelas crianças, propondo análises coletivas de imagens e fotografias diversas relacionadas aos impactos ambientais causados pela ação humana. No segundo momento, as crianças foram convidadas a analisar imagens de satélite nos computadores, onde puderam experimentar uma nova forma de conhecer a biosfera e observar as mudanças na vegetação ao longo dos anos. No terceiro momento, após a realização de uma leitura compartilhada, as crianças tiveram acesso a livros que abordam de diferentes formas, o cuidado com o meio ambiente, tendo liberdade para folhear e explorar os títulos disponibilizados da maneira que preferissem. Na aula final, os estudantes trouxeram garrafas PET para a confecção de vasos de plantas e dirigiram-se à área externa para realizar o plantio de sementes de girassol com terra e adubo, refletindo sobre as condições ideais para a manutenção das plantas e dos animais. <strong>Considerações finais: </strong>Portanto, percebe-se que o trabalho com experiências pedagógicas significativas para os estudantes contribui para a formação de sujeitos mais conscientes, curiosos e participativos no cuidado com o meio ambiente.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1280 FORMAÇÃO DOCENTE E CONSCIÊNCIA AMBIENTAL 2026-08-20T16:18:29-03:00 Aline Santana Oliveira alineolili873@gmail.com Vitória Mayra Bispo Romão vitoriamayra@outlook.com.br Rita de Cássia Geraldi Menegon rcmenegon@prof.unisa.br Jovino José Balbinot jbalbinot@prof.unisa.br Kelly Cristina Cássia Ribeiro kellyribeiro@professor.educacao.sp.gov.br <p><strong>Introdução: </strong>A educação ambiental, quando trabalhada já nos anos iniciais do Ensino Fundamental, contribui para formar valores e atitudes que os estudantes carregam ao longo da vida. Na prática, porém, essas propostas costumam ser superficiais e pouco conectadas à realidade das crianças, faltando espaço para a investigação. A formação inicial docente enfrenta um desafio semelhante: aproximar teoria e prática diante das questões socioambientais presentes no cotidiano escolar. <strong>Metodologia: </strong>Pesquisa qualitativa e descritiva, baseada no relato de experiência de duas bolsistas do PIBID, graduandas em Pedagogia pela UNISA. Os dados foram construídos a partir de observações, registros escritos, produções das crianças, desenhos, cartazes e relatórios, e de conversas com a professora regente da turma. Foram desenvolvidas duas práticas: a exposição de algodões úmidos por sete dias, fundamentada no Ensino de Ciências por Investigação, e o plantio de feijão em copos descartáveis, acompanhado por duas semanas, com desenhos das crianças sobre o tema “eu e meu feijão”. O estudo utilizou inteligência artificial generativa para auxiliar na revisão gramatical e organização textual, com revisão e validação integral pelos autores, responsáveis pelo conteúdo apresentado. <strong>Resultados: </strong>As crianças passaram a relacionar o cansaço e as dificuldades respiratórias que sentiam aos gases do terminal de ônibus próximo à escola, o que resultou na produção de um cartaz coletivo. No plantio de feijão, o acompanhamento diário despertou responsabilidade nas crianças e as levou a formular hipóteses sobre luminosidade, água e qualidade do ar, além de criar um vínculo afetivo com as plantas, aproximando-se do conto João e o Pé de Feijão. <strong>Discussão: </strong>Essas associações dialogam com estudos sobre poluição atmosférica e saúde respiratória infantil, reforçando a relevância de trabalhar o tema a partir da realidade vivida pelas crianças. Entre as limitações da experiência estão o tempo reduzido, o número elevado de alunos por turma e a baixa participação das famílias, fatores que tendem a ser superados quando o trabalho é contínuo e integrado ao currículo. Para as bolsistas, a vivência fortaleceu saberes construídos na prática e reforçou a articulação entre teoria e prática. <strong>Considerações finais: </strong>A experiência demonstrou que atividades de investigação favorecem a aprendizagem significativa dos alunos, auxiliando no desenvolvimento da observação, da formulação de hipóteses e da compreensão sobre a poluição do ar e o cuidado com o planeta, além de contribuir para a formação docente das bolsistas, reforçando a importância do PIBID como política pública voltada à qualificação da formação inicial de professores.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1270 APRENDER BRINCANDO 2026-08-19T19:01:48-03:00 Letícia Gonçalves Farias leticiagoncalvesfarias@gmail.com Luísa de Jesus Silva luisasilvaaaaa5@gmail.com Rita de Cássia Geraldi Menegon rcmenegon@prof.unisa.br Kelly Cristina Cássia Ribeiro periodicos@unisa.br <p><strong>Justificativa: </strong>A educação ambiental nos anos iniciais do Ensino Fundamental contribui para a formação de hábitos e atitudes voltadas à preservação do meio ambiente. Nesse contexto, atividades lúdicas favorecem a aprendizagem significativa e aproximam os estudantes de temas relacionados à sustentabilidade. <strong>Objetivo: </strong>Este trabalho apresenta uma experiência desenvolvida no PIBID com alunos do 2º ano do Ensino Fundamental, por meio da construção de um jogo de tabuleiro com materiais recicláveis. O objetivo foi promover a conscientização ambiental de forma prática e participativa, estimulando a criatividade, a cooperação e a compreensão sobre a importância da reciclagem e do descarte correto dos resíduos. <strong>Metodologia: </strong>A experiência foi desenvolvida com alunos do 2º ano do Ensino Fundamental, durante as ações do PIBID, por meio de uma abordagem qualitativa e participativa. Inicialmente, os estudantes participaram de conversas sobre reciclagem e sustentabilidade. Em seguida, utilizando materiais recicláveis, construíram coletivamente um jogo de tabuleiro, elaborando regras e desafios relacionados à educação ambiental. A atividade favoreceu a participação, a cooperação e o desenvolvimento de habilidades sociais e cognitivas. <strong>Resultados e discussão: </strong>A construção do jogo de tabuleiro promoveu o envolvimento dos estudantes nas discussões sobre educação ambiental, tornando a aprendizagem mais significativa. Os alunos relacionaram os conteúdos de reciclagem ao seu cotidiano e compreenderam a importância do descarte correto dos resíduos. Além disso, a atividade contribuiu para o desenvolvimento da criatividade, da cooperação e da autonomia. As contribuições de Piaget e Dewey reforçam a importância da aprendizagem por meio da experiência e da participação ativa dos estudantes. <strong>Considerações finais: </strong>A experiência demonstrou que atividades lúdicas podem tornar a educação ambiental mais significativa nos anos iniciais. A construção do jogo de tabuleiro contribuiu para a compreensão da reciclagem e para o desenvolvimento de habilidades sociais e criativas. Além disso, a participação no PIBID fortaleceu a relação entre teoria e prática na formação docente. </p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1282 CIRCUITO DE CONSCIENTIZAÇÃO SUSTENTÁVEL 2026-08-20T18:00:50-03:00 Johnnata Haian Lopes da Silva periodicos@unisa.br Rita de Cássia Geraldi Menegon rcmenegon@prof.unisa.br Jovino José Balbinot jbalbinot@prof.unisa.br <p><strong>Justificativa: </strong>A motivação para a realização deste projeto partiu da ideia de que a temática ambiental não deve ser tratada de forma meramente abstrata, teórica ou fragmentada, mas sim vivenciada de maneira concreta, significativa e contextualizada desde a infância, período em que os indivíduos começam a construir seus valores, atitudes, posturas sociais e hábitos cotidianos perante a preservação dos recursos naturais. <strong>Objetivo: </strong>Relatar e analisar a experiência pedagógica desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), por meio do projeto "Circuito de Conscientização Sustentável", investigando as contribuições de atividades lúdicas e metodologias ativas para a construção da consciência socioambiental. <strong>Metodologia: </strong>A proposta estruturou-se na concepção e execução do projeto intitulado "Circuito de Conscientização Sustentável", uma intervenção didática com momentos de reflexão dialogada sobre práticas sustentáveis e uma atividade lúdica de grande impacto visual e cinestésico: um jogo da velha gigante organizado sobre desafios práticos de separação correta, descarte adequado e valorização dos resíduos sólidos recicláveis. O percurso metodológico fundamentou-se fortemente nas contribuições teóricas clássicas da psicologia do desenvolvimento e da filosofia educacional, destacando-se o pensamento construtivista de Jean Piaget e a perspectiva da pedagogia ativa e experiencial de John Dewey. Ambos os teóricos concordam ao defender que a aprendizagem genuína e duradoura ocorre por meio da ação, da experimentação ativa, da manipulação de objetos e da interação dialógica e cooperativa entre os sujeitos e o meio ambiente que os cerca, rompendo com o modelo tradicional de ensino bancário e passivo. Durante a execução das atividades práticas, os estudantes foram incentivados a pensar criticamente, argumentar coletivamente, negociar regras, resolver problemas em equipe e assumir a corresponsabilidade pelo destino dos materiais apresentados, transformando-se em agentes ativos de sua própria construção conceitual. A análise qualitativa e descritiva dos dados obtidos por meio da observação participante e dos registros diários evidenciou um envolvimento alegre e profundo dos alunos, além de um fortalecimento notável da união do grupo, do respeito mútuo, da cooperação&nbsp; e da empatia coletiva. Também foi possível notar que o repertório das crianças cresceu bastante, trazendo uma clareza muito maior sobre ideias complexas, como a sustentabilidade, preservação ecológica, consumo consciente, reciclagem de materiais e redução do desperdício no cotidiano escolar e familiar. Conclui-se que a aposta na ludicidade e nas metodologias ativas transforma a sala de aula em um espaço potente de descobertas. A estratégia mostrou-se altamente eficaz para gerar aprendizados reais, cultivar a empatia e despertar a consciência ambiental desde cedo, valorizando, ao mesmo tempo, a importância do PIBID na construção de uma docência mais crítica e inovadora.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1283 EDUCAÇÃO AMBIENTAL E HÁBITOS ALIMENTARES 2026-08-20T18:49:07-03:00 Leticia Moraes Silva moraessilva358@gmail.com Samara Machado Silva masilsamara@gmail.com Rita de Cássia Geraldi Menegon rcmenegon@prof.unisa.br Jovino José Balbinot jbalbinot@prof.unisa.br Ivete Marceonilla Queiroz de Sene ivetemarceonilla@professor.educacao.sp.gov.br <p><strong>Justificativa: </strong>A educação ambiental nos anos iniciais do Ensino Fundamental constitui importante estratégia para a formação de sujeitos conscientes e comprometidos com questões socioambientais. Nesse contexto, a abordagem de hábitos alimentares saudáveis, articulada ao cultivo de alimentos, possibilita relacionar conhecimentos escolares às experiências cotidianas dos estudantes, favorecendo aprendizagens significativas sobre sustentabilidade, alimentação e cuidado com o meio ambiente. <strong>Objetivo: </strong>Analisar as contribuições do cultivo de mudas de tomate como estratégia pedagógica para o desenvolvimento da conscientização socioambiental e da reflexão sobre hábitos alimentares saudáveis nos anos iniciais do Ensino Fundamental. <strong>Metodologia: </strong>A experiência foi desenvolvida no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), em parceria com a Universidade Santo Amaro (UNISA), envolvendo licenciandos do curso de Pedagogia e estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental. As atividades contemplaram a produção e os cuidados com mudas de tomate, articulando conhecimentos relacionados à educação ambiental, sustentabilidade e alimentação saudável, considerando os conhecimentos prévios dos estudantes e sua realidade cotidiana. A proposta fundamentou-se nas contribuições de Paulo Freire (1987), Jean Piaget (1976), Lev Vygotsky (1991) e Carlos Frederico Loureiro (2004), especialmente quanto à construção ativa do conhecimento, à mediação pedagógica e à formação crítica. <strong>Resultados e discussão: </strong>A experiência evidenciou elevado envolvimento dos estudantes nas atividades, favorecendo a ampliação da consciência ambiental, a valorização dos processos de produção dos alimentos e a reflexão sobre escolhas alimentares mais saudáveis. O cultivo das mudas possibilitou aproximar os conteúdos escolares da realidade dos alunos, estimulando a participação, a responsabilidade e a compreensão das relações entre alimentação, sustentabilidade e cuidado ambiental. <strong>Considerações finais: </strong>Conclui-se que o cultivo de mudas de tomate constituiu uma estratégia pedagógica significativa para promover a educação ambiental de forma prática, contextualizada e participativa. A experiência contribuiu para o desenvolvimento de atitudes mais conscientes em relação à alimentação e ao meio ambiente, demonstrando o potencial de práticas educativas vivenciais para a formação socioambiental nos anos iniciais do Ensino Fundamental.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1284 INDÚSTRIA E MEIO AMBIENTE 2026-08-21T14:14:42-03:00 Nataly Dantas dos Santos Silva emilythayla23@gmail.com Rita de Cássia Geraldi Menegon rcmenegon@prof.unisa.br Jovino José Balbinot jbalbinot@prof.unisa.br Ivete Marceonilla Queiroz de Sene ivetemarceonilla@professor.educacao.sp.gov.br <p><strong>Justificativa: </strong>A educação ambiental nos anos iniciais do Ensino Fundamental é essencial para a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com a sustentabilidade, sendo importante o desenvolvimento de práticas pedagógicas que promovam a participação ativa dos estudantes. <strong>Objetivo: </strong>Relatar uma experiência pedagógica desenvolvida por bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), do curso de Pedagogia, no âmbito do projeto Indústria e Meio Ambiente: somos todos responsáveis, por meio da construção e aplicação de um jogo de tabuleiro sobre reciclagem e coleta seletiva. <strong>Metodologia: </strong>A intervenção foi realizada com estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental e organizada em cinco momentos: levantamento dos conhecimentos prévios, diálogo sobre educação ambiental, construção coletiva do jogo utilizando materiais reutilizáveis, realização da atividade lúdica e socialização das aprendizagens. Este estudo utilizou inteligência artificial generativa para auxiliar na revisão gramatical e organização textual, com revisão e validação integral pelos autores, responsáveis pelo conteúdo apresentado. <strong>Resultados: </strong>A participação dos estudantes demonstrou envolvimento durante todas as etapas da proposta, favorecendo a compreensão da separação correta dos resíduos, da importância da coleta seletiva e da preservação do meio ambiente. O uso do jogo de tabuleiro mostrou-se um recurso didático capaz de estimular a interação, a cooperação e a aprendizagem significativa. <strong>Considerações finais: </strong>Conclui-se que a utilização de metodologias lúdicas na educação ambiental contribui para o desenvolvimento de conhecimentos, atitudes e valores relacionados à sustentabilidade, reforçando a importância de práticas participativas no processo de ensino e aprendizagem nos anos iniciais do Ensino Fundamental. </p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1265 EDUCAÇÃO AMBIENTAL 2026-08-19T16:42:47-03:00 Thais Elizabete Araujo da Silva periodicos@unisa.br Rita de Cássia Geraldi Menegon rcmenegon@prof.unisa.br Jovino José Balbinot jbalbinot@prof.unisa.br Ivete Marceonilla Queiroz de Sene ivetemarceonilla@professor.educacao.sp.gov.br <p><strong>Objetivo: </strong>A proposta foi trazida por meio do Projeto de Iniciação a Docência na UNISA tendo como principal objetivo incentivar comportamentos sustentáveis e autonomia das crianças sobre a Educação Ambiental. Proporcionando uma educação consciente e a formação de comprometidos e preocupados com a preservação do meio ambiente em nível global. <strong>Justificativa: </strong>Diante desses desafios, é essencial formar desde cedo cidadãos conscientes que compreendam seu papel na preservação do planeta. Promover a conscientização ambiental entre os alunos do 4º ano por meio de atividades práticas e reflexivas, abordando os impactos da industrialização na qualidade do ar, no aquecimento global e no uso da água. As atividades foram discutidas em conjunto e geraram grande interesse e envolvimento dos alunos, estimulando atitudes sustentáveis e o protagonismo infantil. <strong>Metodologia: </strong>Este trabalho é um levantamento de campo realizado na Escola Estadual Paulo Eiró, com 24 alunos do 4º ano do Ensino Fundamental. A abordagem é qualitativa, com uso do relato de experiência como instrumento de registro e reflexão<strong>. </strong><strong>Resultados e discussão: </strong>As atividades foram desenvolvidas em sala de aula ao longo de várias semanas, com foco lúdico e participativo. Entre elas: exibição de vídeos educativos; rodas de conversa; produção de desenhos e cartazes; leitura de textos informativos; dinâmicas em grupo e exposição final dos trabalhos. Houve compreensão clara sobre os efeitos da poluição do ar e do aquecimento global, com destaque para a relação entre indústrias, veículos e mudanças climáticas; reconhecimento da importância da água e das formas de evitar seu desperdício; desenvolvimento de senso crítico e responsabilidade ambiental, com sugestões práticas vindas das próprias crianças; Valorização da expressão artística como forma de comunicação e sensibilização; fortalecimento do trabalho em equipe e da escuta ativa nas rodas de conversa. <strong>Considerações finais: </strong>A abordagem prática e sensível dos temas ambientais com crianças do 4º ano mostrou-se eficaz na construção de valores sustentáveis. Ao vivenciarem os conteúdos por meio de vídeos, conversas, arte e exposições, os alunos não apenas aprenderam, mas se tornaram multiplicadores de atitudes conscientes. A formação do ecocidadão começa na infância, e cada atividade foi um passo importante na construção de um futuro mais responsável e equilibrado.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1285 EDUCAÇÃO AMBIENTAL E O USO CONSCIENTE DA ÁGUA 2026-08-21T14:20:30-03:00 Leticia Fabiana Ramos leticiafbramos754@gmail.com Julia Cisneros Crivelli Juliaccrivelli@gmail.com Rita de Cássia Geraldi Menegon rcmenegon@prof.unisa.br Jovino José Balbinot jbalbinot@prof.unisa.br Karlene Mota Rodrigues Gaudencio karlene@prof.educacao.gov.br <p><strong>Introdução: </strong>A crescente degradação ambiental e os impactos provocados pelas ações humanas sobre a natureza evidenciam a necessidade de promover práticas educativas voltadas à conscientização ambiental desde os anos iniciais da Educação Básica. Nesse contexto, a Educação Ambiental assume papel fundamental na formação de cidadãos críticos e comprometidos com a preservação dos recursos naturais. A Política Nacional de Educação Ambiental (Lei nº 9.795/1999) estabelece a Educação Ambiental como componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades de ensino. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) destaca o desenvolvimento de competências relacionadas à responsabilidade, ao pensamento crítico e à sustentabilidade, favorecendo a compreensão das relações entre sociedade e natureza (BRASIL, 2018). Conforme Freire (1967), o ser humano estabelece uma relação ativa com o mundo, sendo capaz de refletir e transformar a realidade em que vive. Nessa perspectiva, a escola torna-se um espaço privilegiado para o desenvolvimento de ações que estimulem a reflexão, o diálogo e a construção de atitudes responsáveis em relação ao meio ambiente. Assim, práticas pedagógicas que valorizam a participação ativa dos estudantes podem favorecer aprendizagens significativas e contribuir para a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com a preservação ambiental. O presente trabalho apresenta uma experiência desenvolvida com estudantes do 3º ano do Ensino Fundamental, abordando a temática da água e sua importância para a vida, para a geração de energia elétrica e para a saúde da população. <strong>Objetivo: </strong>Relatar e analisar uma experiência pedagógica de Educação Ambiental desenvolvida com estudantes do 3º ano do Ensino Fundamental, utilizando atividades lúdicas, dialogadas e experimentais para promover a compreensão sobre a importância da água para a manutenção da vida, a geração de energia elétrica e a qualidade de vida. <strong>Metodologia: </strong>Trata-se de um relato de experiência, de natureza aplicada e abordagem qualitativa, desenvolvido na Escola Paulo Eiró com 32 estudantes, com idades entre 8 e 9 anos, matriculados no 3º ano do Ensino Fundamental. O projeto foi desenvolvido ao longo de alguns meses e organizado a partir de uma sequência didática composta por três aulas. Na primeira, intitulada “A importância da água em nossas vidas”, realizou-se uma conversa coletiva para levantamento dos conhecimentos prévios dos estudantes, seguida da utilização da canção “Uma Gota de Água”, do grupo Palavra Cantada. Na segunda aula, foi abordado o tema “A água e a geração de energia elétrica”, por meio de discussões, apresentação de imagens e construção de mapas mentais sobre o funcionamento das usinas hidrelétricas. Na terceira aula, foi realizado um experimento de construção de filtros caseiros utilizando garrafas PET e materiais de filtragem, com os estudantes organizados em grupos. A análise da experiência ocorreu de forma qualitativa, considerando as observações realizadas durante as atividades, a participação e o envolvimento dos estudantes, suas manifestações, as interações entre os grupos e as produções desenvolvidas. <strong>Resultados e discussão: </strong>Os resultados evidenciam a importância de estratégias pedagógicas participativas e experimentais para o envolvimento dos estudantes no processo de aprendizagem. A mediação docente e as interações sociais observadas durante as atividades relacionam-se às contribuições de Vygotsky (1991) sobre a construção social do conhecimento. Além disso, a aproximação entre os conhecimentos escolares e as questões ambientais do cotidiano dialoga com a perspectiva de Leff (2009) sobre a construção do saber ambiental. <strong>Considerações finais: </strong>O projeto possibilitou aos estudantes ampliar seus conhecimentos sobre a importância da água e refletir sobre a necessidade de sua preservação. As atividades desenvolvidas favoreceram a participação ativa dos alunos, estimularam a curiosidade científica e contribuíram para a construção de atitudes relacionadas ao cuidado com os recursos naturais. Destaca-se a relevância das metodologias participativas e experimentais para a promoção de aprendizagens significativas, especialmente nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Conclui-se que a Educação Ambiental desempenha papel fundamental na formação de cidadãos mais conscientes, críticos e comprometidos com a sustentabilidade.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque //periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1266 EDUCAÇÃO AMBIENTAL NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL 2026-08-19T16:52:20-03:00 Vitória Oliveira Lima oliveiravih24@gmail.com Rita de Cássia Geraldi Menegon rcmenegon@prof.unisa.br Jovino José Balbinot jbalbinot@prof.unisa.br <p><strong>Introdução: </strong>A educação ambiental desempenha papel fundamental na formação de cidadãos conscientes, críticos e comprometidos com a preservação do meio ambiente, especialmente nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo analisar as contribuições das práticas lúdicas desenvolvidas no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) para a construção da consciência ambiental e o fortalecimento do protagonismo infantil. <strong>Metodologia: </strong>Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, fundamentado nas vivências realizadas na Escola Estadual Paulo Eiró com turmas do 3º e, posteriormente, do 2º ano do Ensino Fundamental, em decorrência da substituição da professora supervisora. As atividades envolveram rodas de conversa, reutilização de materiais recicláveis, produções coletivas e outras práticas lúdicas voltadas à reflexão sobre preservação ambiental, consumo consciente e descarte adequado de resíduos. <strong>Resultados e discussão: </strong>Os resultados evidenciaram elevado interesse, participação e envolvimento dos estudantes, demonstrando que as metodologias lúdicas favoreceram a construção de conhecimentos, o desenvolvimento da autonomia, da cooperação e do senso de responsabilidade ambiental. Além disso, as experiências reforçaram a importância da adoção de estratégias pedagógicas inclusivas, capazes de atender aos diferentes ritmos de aprendizagem. <strong>Considerações finais: </strong>Conclui-se que a Educação Ambiental, quando desenvolvida de forma contextualizada, interdisciplinar e participativa, contribui significativamente para a formação de estudantes mais conscientes e comprometidos com a sustentabilidade, ao mesmo tempo em que fortalece a formação inicial docente por meio da articulação entre teoria e prática.</p> 2026-08-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque