//periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/issue/feedCiência Aberta - Produção Discente em Destaque2026-06-11T14:10:36-03:00Jorge Eduardo de Almeidaperiodicos@unisa.brOpen Journal Systems<p>A Revista<strong> Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque</strong>, é uma revista acadêmica da Universidade Santo Amaro (UNISA), voltada à publicação de literatura cinzenta produzida por estudantes de graduação e pós-graduação da instituição. Seu objetivo é divulgar trabalhos relevantes que, embora não publicados em periódicos tradicionais, representam significativa contribuição científica, técnica, social e pedagógica.</p> <p>A revista acolhe diferentes tipos de produção acadêmica, com foco na pluralidade de saberes e no incentivo à iniciação científica, extensão universitária e conclusão de cursos.</p> <p>ISSN: 3086-3880</p>//periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1189PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS GESTANTES DE ALTO RISCO EM HOSPITAL PÚBLICO DA ZONA SUL DE SÃO PAULO 2026-05-18T15:04:04-03:00Anna Beatriz Barreiro de Freitasperiodicos@unisa.brIsabela Tieko Conde Oyamadaperiodicos@unisa.brNicole Gabriel Guiziliniperiodicos@unisa.brLuciana Lunardiperiodicos@unisa.br<p>O estudo caracterizou o perfil epidemiológico das gestantes de alto risco atendidas no Hospital Escola Wladimir Arruda, após a implantação do prontuário eletrônico Medicina Direta, com o objetivo de identificar as principais comorbidades, condições sociodemográficas e fatores obstétricos predominantes. Trata-se de uma pesquisa transversal, descritiva e analítica, baseada na análise de 271 prontuários referentes à primeira consulta de pré-natal, realizados entre maio de 2024 e maio de 2025. Foram avaliadas variáveis clínicas e demográficas, com aplicação de testes estatísticos para verificar associações entre diferentes fatores de risco e as características da população estudada. Os resultados mostraram média de idade de 29,9 anos e elevada prevalência de obesidade, hipertensão arterial e diabetes gestacional, além de início tardio do pré-natal em 61,6% das gestantes. Observou-se associação significativa entre excesso de peso e histórico de abortos espontâneos, indicando o impacto dos distúrbios metabólicos sobre o sucesso gestacional. Conclui-se que o perfil identificado reflete desafios persistentes na atenção materna, especialmente em regiões socialmente vulneráveis, e reforça a necessidade de estratégias integradas que unam acompanhamento multiprofissional, manejo precoce de doenças crônicas, início oportuno do pré-natal e uso de tecnologias digitais para aprimorar a qualidade da assistência e reduzir a morbimortalidade materna e perinatal.</p>2026-06-11T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque//periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1193CONSEQUÊNCIAS METABÓLICAS DO USO DA SEMAGLUTIDA PARA PERDA DE PESO EM PACIENTES NÃO DIABÉTICOS 2026-05-18T15:18:07-03:00Bruna Benaglia Miguelperiodicos@unisa.brBrunna Valdiviaperiodicos@unisa.brJúlia Bertachini Santosperiodicos@unisa.brPamella Ferreira Limaperiodicos@unisa.brVitória Nagy Vidottiperiodicos@unisa.brCláudio Zambottiperiodicos@unisa.br<p><strong>Introdução</strong>: Atualmente, a obesidade é uma das doenças crônicas não transmissíveis mais prevalentes da população. De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025, esta patologia atinge cerca de 700 milhões de adultos em todo o mundo. O seu tratamento envolve abordagens farmacológicas, cirúrgicas e comportamentais. Dentro desse cenário, observa-se o crescimento e expansão da semaglutida, medicamento que, a priori, foi destinado ao controle da diabetes tipo dois, mas tem sido cada vez mais estudado e aplicado em casos de obesidade de forma isolada em indivíduos não diabéticos. A semaglutida pertence aos medicamentos agonistas do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon 1. Essa classe farmacológica simula a ação do hormônio natural GLP 1, liberado por células intestinais após ingestão alimentar, alterando a atividade das células das ilhotas pancreáticas e aumentando a produção de insulina. No entanto, o tratamento não é isento de riscos. Os estudos mais recentes trazem uma série de efeitos adversos ao uso da semaglutida em pacientes obesos não diabéticos, sendo necessária uma indicação clínica segura e um acompanhamento regular em seu uso. <strong>Objetivo</strong>: Elucidar as consequências metabólicas do uso da semaglutida para perda de peso em pacientes não diabéticos. <strong>Metodologia</strong>: Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada nas bases de dados PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde, LILACS e Scielo, abrangendo artigos publicados entre 2014 e 2025. Para a busca dos artigos, serão utilizados os seguintes descritores: “Obesidade”, “Tratamento”, “Riscos”, "Semaglutida” e " Efeitos Adversos". Serão incluídos na análise os artigos publicados gratuitamente na íntegra, nos idiomas Português, Inglês e Espanhol, que atendam aos descritores estabelecidos, que analisem resultados de pacientes em uso da semaglutida no tratamento da obesidade, que comparem seu uso de forma controlada-randomizada ou que comparem diferentes resultados sistematicamente. <strong>Resultados</strong>: A semaglutida promove redução ponderal significativa em não diabéticos por modulação central de saciedade e menor ingestão calórica, com efeito anti-inflamatório associado. Observa-se alteração de composição corporal com queda de gordura e redução concomitante de massa magra. Benefícios clínicos incluem provável melhora de parâmetros cardiometabólicos; eventos adversos mais comuns são gastrointestinais e há tendência ao reganho ponderal após a suspensão, sobretudo sem acompanhamento. <strong>Discussão</strong>: A efetividade na perda de peso é evidente, porém a redução de massa magra é um ponto crítico por impactar a taxa metabólica basal e funcionalidade. Assim, a semaglutida deve integrar um plano terapêutico crônico, multiprofissional, com prescrição nutricional e, sobretudo, treinamento de resistência para mitigar perda muscular. <strong>Conclusão</strong>: O uso contraindicado e sem acompanhamento, aumenta riscos e compromete a manutenção dos resultados. Em síntese, trata-se de ferramenta adjuvante, não solução autossuficiente, devendo ancorar-se em mudanças sustentáveis de estilo de vida.</p>2026-06-11T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque//periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1215AVALIAÇÃO DA PREVALÊNCIA DO RISCO CARDIOVASCULAR E SÍNDROME METABÓLICA EM PACIENTES COM ARTRITE REUMATOIDE DE LONGA DATA 2026-05-27T14:52:09-03:00Beatriz Souza Barrosperiodicos@unisa.brIsabela Keismanas de Ávila Moraesperiodicos@unisa.brIsabella Ferreira Franchinperiodicos@unisa.brLarissa Vendramini Salemperiodicos@unisa.brLaura Mudenuti Rodriguesperiodicos@unisa.brLucia Stella Seiffert de Assis Goulartperiodicos@unisa.br<p><strong>Introdução</strong>: A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica associada a maior risco cardiovascular (RCV), decorrente tanto da inflamação persistente quanto da elevada prevalência de fatores metabólicos. A síndrome metabólica (SM), por sua vez, constitui um importante preditor de eventos cardiovasculares. <strong>Metodologia</strong>: Estudo transversal, realizado em ambulatório universitário, entre junho de 2024 e junho de 2025, incluindo pacientes com AR em seguimento a mais de 5 anos. Foram coletados dados clínicos, antropométricos, laboratoriais, tratamento atual, atividade da doença (DAS-28) e presença de síndrome metabólica (SM) segundo critérios da IDF (2006). O risco cardiovascular (RCV) foi estimado pelo SCORE2/SCORE2-OP ajustado para AR. <strong>Resultados</strong>: A amostra foi composta por 60 pacientes, predominantemente mulheres (88%), com média de idade de 57 anos. A prevalência de SM foi de 37%. Os pacientes com SM eram mais velhos e apresentavam maior tempo de doença, além de maior frequência de hipertensão (81,8%), hipertrigliceridemia (54,5%), HDL reduzido (45,5%) e diabetes mellitus (27,3%). A obesidade abdominal foi observada em 86,7% da amostra. Quanto ao DAS-28, 66% estavam em remissão e 21% em baixa atividade. Não houve diferenças significativas nos níveis de PCR, VHS ou DAS-28 entre os grupos com e sem SM. Contudo, o risco cardiovascular alto ou muito alto foi mais prevalente entre pacientes com SM (54% contra 16%). Na ultrassonografia carotídea, 18% apresentaram placas ateromatosas ou estenose. <strong>Discussão</strong>: Observou-se elevada frequência de síndrome metabólica em pacientes com artrite reumatoide, em concordância com estudos que descrevem prevalência aumentada dessa condição e de fatores de risco cardiometabólicos tradicionais nessa população (4,9,10). Mesmo com atividade inflamatória controlada, o risco cardiovascular permaneceu elevado, reforçando o papel do processo inflamatório crônico e da aterosclerose acelerada na determinação desse risco em indivíduos com AR (8). Tais achados estão alinhados às recomendações atuais que preconizam a estratificação sistemática do risco cardiovascular em pacientes com AR e reconhecem a presença de placa carotídea como marcador de risco muito alto (7,20). <strong>Conclusão</strong>: O estudo identificou alta prevalência de síndrome metabólica e maior risco cardiovascular em pacientes com artrite reumatoide de longa duração. Fatores metabólicos clássicos foram mais frequentes nesses indivíduos, impactando sua classificação de risco. Mesmo com baixa atividade da doença, não houve diferenças marcantes em marcadores inflamatórios, indicando que o risco cardiovascular se relaciona mais à inflamação crônica e às alterações metabólicas. Estudos futuros são necessários para aprofundar essa compreensão.</p>2026-06-11T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque//periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1196INCIDÊNCIA DE CARCINOMAS PULMONARES APÓS A PANDEMIA DE COVID-19 2026-05-18T15:33:58-03:00Gustavo Ransi Annunciatoperiodicos@unisa.brSofia Sondermann de Afonsecaperiodicos@unisa.brHenrique Mantoanperiodicos@unisa.br<p><strong>Introdução</strong>: O carcinoma pulmonar, conforme definido pela IASLC (Associação Internacional para Estudo do Câncer de Pulmão), é uma neoplasia maligna originada da proliferação descontrolada de células epiteliais com potencial invasivo e metastático. Classifica-se em carcinomas de pequenas células e não pequenas células, sendo os últimos subdivididos em adenocarcinoma, carcinoma de células escamosas e de grandes células. O tabagismo constitui o principal fator etiológico, responsável por até 90% dos casos, seguido pela exposição ambiental a poluentes e, em menor grau, pelo consumo de álcool. Evidências demonstram associação entre inflamação crônica e carcinogênese pulmonar, mediada por citocinas e enzimas como a COX-2, que promovem um microambiente genotóxico favorável à mutação e proliferação celular. Globalmente, o câncer de pulmão ocupa o segundo lugar em incidência e o primeiro em mortalidade. No Brasil, estimam-se mais de 30 mil novos casos anuais. A pandemia de COVID-19, causada pelo SARS-CoV-2, revelou mecanismos inflamatórios semelhantes, envolvendo as proteínas ACE2 e TMPRSS2. A resposta imune exacerbada ao vírus pode resultar em inflamação persistente e lesão tecidual, sugerindo que processos inflamatórios sustentados, infecciosos ou não, podem contribuir para a gênese e progressão dos carcinomas pulmonares. <strong>Metodologia</strong>: Estudo retrospectivo, transversal, baseado em dados do sistema nacional DATASUS, organizados por ano e faixa etária, abrangendo o período de 2013 a 2023. <strong>Resultados</strong>: Verificou-se aumento progressivo da incidência de neoplasias pulmonares até 2017, com elevação atípica nos anos de 2018 e 2019. A partir de 2020, as taxas retornaram ao padrão observado até 2017. <strong>Conclusão</strong>: Os achados não corroboram a hipótese de aumento da incidência de neoplasias pulmonares durante a pandemia de COVID-19, embora indiquem possível impacto nos diagnósticos.</p>2026-06-11T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque//periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1235A CORRELAÇÃO ENTRE A ENDOMETRIOSE E O MICROBIOMA DO TRATO REPRODUTOR FEMININO E INTESTINAL 2026-06-11T13:55:22-03:00Nabila Bassam Eliasperiodicos@unisa.brFernanda Nascimento e Silvaperiodicos@unisa.brIsabella Braggion Parraperiodicos@unisa.brGabriel Monteiro Pinheiroperiodicos@unisa.br<p><strong>Introdução</strong>: A endometriose configura-se como uma doença ginecológica benigna de caráter inflamatório crônico, multifatorial, e fortemente associada à desregulação imunológica e hormonal. Evidências emergentes apontam para uma estreita inter-relação entre a disbiose das microbiotas intestinal e do trato reprodutivo feminino e os mecanismos fisiopatológicos da doença. Essa perturbação do equilíbrio microbiano local e sistêmico tem sido investigada não apenas como consequência do microambiente inflamatório, mas também como fator etiopatogênico potencial, com impacto sobre a permeabilidade mucosa, modulação do eixo estrogênio-inflamação e ativação de vias imunológicas. <strong>Objetivos</strong>: Analisar criticamente de que maneira a inflamação crônica e as alterações na composição das comunidades microbianas intestinais e genitais influenciam a progressão da endometriose. Avaliar a associação entre disbiose, desregulação hormonal (com ênfase no estroboloma) e ativação imune, bem como explorar o potencial terapêutico de estratégias baseadas na modulação do microbioma. <strong>Metodologia</strong>: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura conduzida por meio de busca sistematizada na base de dados PubMed, utilizando descritores controlados pelo DeCS/MeSH. Foram incluídos artigos publicados entre 2021 e 2024 que abordam a correlação entre endometriose e alterações na microbiota intestinal e/ou do trato genital inferior feminino. Foram priorizados estudos originais que apresentassem relevância clínica. <strong>Resultados e discussão</strong>: Mulheres com endometriose frequentemente apresentam disbiose intestinal, caracterizada pelo aumento de bactérias Gram-negativas, como Escherichia e Shigella, associado à redução de cepas comensais. Esse desequilíbrio compromete a barreira epitelial intestinal, permitindo a translocação de lipopolissacarídeos (LPS) através do epitélio. Uma vez na lâmina própria, essas moléculas podem alcançar a circulação portal e sistêmica, onde ativam vias inflamatórias mediadas por receptores Toll-like (TLRs). Esse processo resulta na produção aumentada de citocinas pró-inflamatórias, como TNF-α, IL-6 e IL-1β que inibem a apoptose de implantes. O estroboloma ao reativar estrogênios para a circulação favorece a proliferação de implantes. No trato vaginal ocorre a redução de Lactobacillus spp. e o aumento de Gardnerella, Streptococcus e Prevotella que ascendem pelo trato reprodutor feminino e alcançam o peritônio visceral, intensificando a aderência dos implantes endometrióticos localizados total ou parcialmente nesse revestimento, incluindo alças intestinais, útero e bexiga. Probióticos como Lactobacillus gasseri demonstraram efeitos benéficos. Estilos de vida inflamatórios agravam o quadro disbiótico, reforçando a interação entre fatores ambientais e microbioma. <strong>Conclusão</strong>: A endometriose é uma doença imuno endócrino-inflamatória, associada à disbiose em um ciclo de retroalimentação que intensifica a inflamação. Esse processo é mais evidente na endometriose infiltrativa profunda, devido à perda da integridade da barreira epitelial e à passagem de endotoxinas. Além disso, a doença apresenta alta taxa de recorrência após tratamento cirúrgico ou hormonal, reforçando a necessidade de novas estratégias terapêuticas voltadas ao controle da inflamação.</p>2026-06-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque//periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1236CÂNCER DE PELE2026-06-11T13:57:55-03:00Beatriz de Sales Kojaperiodicos@unisa.brCamila Ono Demarchi Silvaperiodicos@unisa.br Fernanda Rytenbandperiodicos@unisa.br<p><strong>Fundamentos</strong>: O câncer de pele é a neoplasia de maior incidência no mundo, sendo o principal fator de risco a exposição prolongada à radiação solar. O câncer de pele não melanoma é considerado menos agressivo e com baixo risco de metástases, enquanto o câncer de pele melanoma caracteriza-se por ser mais agressivo, com alta letalidade e pior prognóstico associados. <strong>Objetivo</strong>: Caracterizar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes diagnosticados com câncer de pele em um serviço secundário de dermatologia. <strong>Métodos</strong>: Estudo observacional retrospectivo a partir da coleta de dados em 150 prontuários de pacientes em um ambulatório secundário de dermatologia em São Paulo entre os anos de 2023 e 2024, levando em consideração os fatores de inclusão e exclusão. <strong>Resultados</strong>: A faixa etária dos 70 aos 79 anos foi a mais acometida pelas neoplasias cutâneas em ambos os sexos (34%), ainda que o pico de incidência tenha ocorrido igualmente na faixa etária dos 60 aos 69 anos no sexo masculino (35,11%). Dentre o total de casos avaliados, 76,6 envolviam o diagnóstico de carcinoma basocelular, de modo que 74% dos pacientes apresentaram lesão única no exame físico descrito (n = 111). A região da superfície cutânea mais acometida foi a região nasal (16,42% dos casos). <strong>Limitações do Estudo</strong>: Incluem a dificuldade de acesso aos prontuários de 2023, especialmente os de caráter físico. <strong>Conclusões: </strong>O câncer de pele possui alta incidência e grande impacto na saúde pública, de modo que sua prevenção e detecção precoce resultam em diminuição da incidência e da mortalidade.</p>2026-06-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque//periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1216BENEFÍCIOS CARDIOVASCULARES DA SEMAGLUTIDA EM PACIENTES COM OBESIDADE E DIABETES MELLITUS TIPO 22026-05-27T14:55:40-03:00Eduarda Guastaldi Malagutti Guastaldi Malaguttiperiodicos@unisa.brManoela Affonso Rosa da Silvaperiodicos@unisa.brValentina Justo De Lucaperiodicos@unisa.br<p><strong>Introdução</strong>: A obesidade e a Diabetes mellitus tipo 2 (DM 2) são doenças que, além de andarem juntas, estão cada vez mais presentes no mundo atual. Com o aumento da prevalência, se faz necessário mobilizar um arsenal terapêutico medicamentoso, já que a mudança de estilo de vida, não demonstrou eficácia em reduzir o risco de morte, sendo a primeira causa, a cardiovascular. Dentro desse arsenal, temos os análogos de GLP-1, entre eles a Semaglutida (Ozempic/WegovyⓇ), com potencial anorexígeno, promovendo a saciedade nos centros hipotalâmicos e causando déficit calórico. <strong>Objetivo</strong>: Avaliar e compreender a cardioproteção promovida pela Semaglutida em pacientes obesos e portadores de DM 2. <strong>Metodologia</strong>: Pesquisa baseada em artigos científicos publicados entre os anos de 2003 a 2025, nas bases de dados PubMed, Google Acadêmico e Scielo, relacionando os descritores “Análogos de GLP-1”, “GLP-1”, “Semaglutida”, “Diabetes”, “Obesidade” e “Cardioproteção”. Para a seleção dos artigos foram utilizados para critérios de inclusão: estudos publicados em português, inglês e espanhol e artigos na íntegra que representasse a tese referente a cardioproteção associada ao uso de Semaglutida via subcutânea, alem de contar com todas as categorias de artigos. Os critérios de exclusão foram artigos que tratam apenas sobre outros medicamentos como Dulaglutida e a Liraglutida, uso da Semaglutida via oral e pesquisas que não abordaram obesidade ou diabetes. A partir dos critérios de inclusão, foram selecionados 25 artigos, e destes 15 foram detalhados para a análise crítica. <strong>Resultados</strong>: Foi montada uma tabela com grupos de assuntos (DM 2 e obesidade em uso de Semaglutida) para a análise dos artigos. Após a análise dos artigos, notou-se que o tratamento com a Semaglutida em pacientes com DM 2 e obesidade apresentou efeitos relacionados à cardioproteção, para pacientes com ou sem doenças cardiovasculares pré estabelecidas. <strong>Discussão</strong>: A cardioproteção ocorre, principalmente, pela queda dos níveis séricos de colesterol (LDL), levando a uma redução da inflamação e da pressão arterial, além de aumentar a secreção de insulina dependente de glicose, reduzindo os níveis de glicemia sérica. <strong>Conclusão</strong>: Diante disso, concluiu-se que a semaglutida promove efeitos cardiovasculares benéficos, reduzindo o risco de morbimortalidade, tanto em pacientes obesos quanto em portadores de DM 2.</p>2026-06-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque//periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1237ABORDAGENS CONTEMPORÂNEAS NO TRATAMENTO DA ENDOMETRIOSE 2026-06-11T14:00:53-03:00Giovanna Machado Iaccinoperiodicos@unisa.brMaria Júlia Candian Carvalhoperiodicos@unisa.brMarina Benetton Silva Schmidtperiodicos@unisa.brYasmin Yukari Ochiaiperiodicos@unisa.br<p><strong>Objetivo</strong>: Avaliar os tipos de abordagem terapêutica atuais no manejo da endometriose. <strong>Fonte de dados</strong>: Foi realizada uma revisão sistemática da literatura, com buscas em bases de dados, incluindo PubMed e MEDLINE. <strong>Seleção de estudos</strong>: Incluíram-se estudos randomizados, revisões sistemáticas e meta-análises relevantes, enquanto artigos não diretamente relacionados, dissertações e duplicatas foram excluídos. <strong>Coleta e análise de dados</strong>: A pesquisa foi realizada nas bases de dados MEDLINE e PubMed, utilizando os termos "Endometriose", "Tratamento", "Eficácia", com filtros para artigos de texto completos. Os dados foram extraídos de forma padronizada, registrando informações sobre autores, ano de publicação, tipo de estudo, população analisada e principais achados, para facilitar a síntese e a análise crítica dos resultados. <strong>Síntese de dados</strong>: A endometriose é uma patologia ginecológica crônica, caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, que afeta milhões de mulheres do mundo todo. Seu tratamento clínico envolve o uso de analgésicos (anti-inflamatórios não esteroides ou analgésicos comuns); pílulas anticoncepcionais orais; agentes androgênicos; progestagênios e análogos do hormônio liberador de gonadotrofina. <strong>Conclusão: </strong>Ainda que seu manejo seja desafiador, especialmente quando envolve infertilidade, cada quadro clínico deve ser avaliado individualmente e a terapêutica deve ser particularizada. Dessa maneira, não é possível afirmar que existe um melhor recurso terapêutico, mas sim que o melhor tratamento depende de cada caso individualmente.</p>2026-06-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque//periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1238RASTREIO DE INFECÇÕES NA GESTAÇÃO E RELAÇÃO COM A PREMATURIDADE 2026-06-11T14:02:52-03:00Gabriella Nogueira Carneiroperiodicos@unisa.brAna Paula Alvesperiodicos@unisa.br<p><strong>Introdução</strong>: Infecção, de acordo com o Ministério da Saúde, é a “penetração e desenvolvimento ou multiplicação de um agente infeccioso no organismo do homem ou outro animal". Nas mulheres em idade fértil a incidência de infecções do trato urinário é maior do que em homens devido à uretra feminina ser mais curta do que a masculina. Um bebê é classificado como prematuro quando nasce antes das 37 semanas de gestação (36 semanas e 6 dias), definido pela ACOG, SBP e OMS. Entre os fatores de risco do parto prematuro, muitos estudos mostram que a presença de colo de útero curto no segundo trimestre de gestação está relacionada a maior probabilidade de parto prematuro, e a presença de infecções na gestação pode ou não induzir um parto prematuro pelo afunilamento do colo. Este trabalho visa verificar se o tratamento da ITU feito na gestante é eficaz no combate ao trabalho de parto prematuro. <strong>Metodologia</strong>: Este é um estudo observacional e transversal em que o recrutamento de pacientes com ITU foi feito através dos prontuários, avaliando os critérios de inclusão e exclusão, para posterior medida de colo uterino. Após esse processo, fez-se contato telefônico com as pacientes para avaliar o desfecho do parto. <strong>Resultados e discussão</strong>: Dentre as pacientes do estudo 11% tiveram parto prematuro, o menor colo medido foi de 25,9mm e observou-se que 3 das gestantes eram adolescentes e mantinham relacionamentos com homens maiores de idade. Visto-que todas as pacientes receberam o tratamento adequado para a infecção urinária e que apenas 11% apresentaram trabalho de parto prematuro, provou-se uma eficácia no combate da prematuridade, condição que pode gerar muitas complicações na saúde do bebê. <strong>Conclusão</strong>: Logo, o acompanhamento pré-natal é de extrema importância para o rastreio de infecção de trato urinário para que possa ser feito o tratamento adequado e assim, evitar com que haja indução de parto prematuro, e deve-se dar atenção especialmente em populações com baixas condições socioeconômicas, reforçando a importância de políticas públicas que integrem atenção médica de qualidade com ações intersetoriais.</p>2026-06-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque//periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1239PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS PACIENTES COM ENDOMETRIOSE ATENDIDAS NO AMBULATÓRIO DA ZONA SUL DE SÃO PAULO 2026-06-11T14:05:23-03:00Laura Morales Meirellesperiodicos@unisa.brMariana Gianisella Ribeiroperiodicos@unisa.brCaroline Panone Lopesperiodicos@unisa.br<p><strong>Introdução</strong>: A endometriose é uma doença inflamatória crônica causada pela presença de tecido endometrial fora do sítio uterino levando à alterações que comprometem a qualidade de vida de muitas mulheres. Ela pode estar associada a diversos sintomas como dispareunia, dismenorreia, infertilidade, distúrbios gastrointestinais, entre outros. A mulher acometida pela endometriose, geralmente é diagnosticada aos seus 30-33 anos. Diante disso, é possível constatar que o diagnóstico tardio causa grande sofrimento de maneira que afeta a qualidade de vida. O diagnóstico é realizado através da laparoscopia que permite a inspeção da cavidade abdominal e biópsia de lesões suspeitas, com confirmação histológica. O marcador CA-125 também pode ser utilizado. O tratamento pode ser feito com o uso de progestagênios, inibidores de aromatase, bloqueio de sítios de ligação NFkB DNA, mudança no estilo de vida ou cirúrgicos. Quando os sintomas persistem pode se fazer necessário tratamento cirúrgico. Analisar a epidemiologia das pacientes com endometriose atendidas no ambulatório de ginecologia da Policlínica da Universidade de Santo Amaro. <strong>Metodologia</strong>: Estudo epidemiológico transversal retrospectivo baseado em prontuários. A coleta de dados foi realizada no Ambulatório de Ginecologia do Hospital de Especialidades da Universidade Santo Amaro, São Paulo, por meio da análise de prontuários de 118 pacientes. Foram incluídas pacientes com diagnóstico confirmado de endometriose, identificado a partir da busca da palavra “endometriose” nos prontuários eletrônicos. As variáveis analisadas foram: idade, exame diagnóstico, sintomas mais frequentes, comorbidades, presença e tipo de dispareunia, sexarca, menarca, paridade e uso de hormônio. Utilizaram-se o teste do qui-quadrado para comparação entre faixas etárias e o Teste G de Cochran para avaliar a concomitância de comorbidades e sintomas em cada grupo. <strong>Resultados e discussão</strong>: Foram analisados 96 prontuários médicos. A dismenorreia foi o sintoma mais frequente (60% entre 18–40 anos, 45,6% entre 41–75 anos). As comorbidades, especialmente a hipertensão arterial sistêmica (33,3%), foram mais prevalentes no grupo etário mais avançado. Não foram encontradas associações estatisticamente significativas entre a faixa etária e variáveis como dispareunia, tipo de parto ou uso de hormônios. A endometriose é uma doença inflamatória crônica caracterizada pela presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina, levando a alterações que comprometem significativamente a qualidade de vida de muitas mulheres. Ela pode estar associada a diversos sintomas, incluindo dispareunia, dismenorreia, infertilidade e distúrbios gastrointestinais, entre outros. Mulheres acometidas por endometriose são tipicamente diagnosticadas entre 30 e 33 anos de idade. Consequentemente, o diagnóstico tardio frequentemente resulta em sofrimento considerável e impacta negativamente a qualidade de vida. O diagnóstico é estabelecido por meio de laparoscopia, que permite a inspeção da cavidade abdominal e biópsia de lesões suspeitas, com subsequente confirmação histológica. O marcador CA-125 também pode ser utilizado como auxílio. As opções de tratamento incluem progestagênios, inibidores de aromatase, bloqueio de sítios de ligação do DNA NF-κB, modificações no estilo de vida ou intervenção cirúrgica. Quando os sintomas persistem, o tratamento cirúrgico pode se tornar necessário. <strong>Conclusão</strong>: A endometriose afeta mulheres de diferentes idades e apresenta ampla variedade sintomática. A prevalência de comorbidades e sintomas reforça a necessidade de diagnóstico precoce e abordagem multidisciplinar para melhora da qualidade de vida das pacientes. É fundamental que profissionais de saúde estejam atentos às características da doença, pois o diagnóstico precoce, impacta positivamente o prognóstico e diminui o sofrimento das pacientes.</p>2026-06-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque//periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1240DETERMINANTES SOCIAIS E CLÍNICOS QUE INFLUENCIAM O ÍNDICE DE CESARIANAS NAS MACRORREGIÕES DO BRASIL (2013-2023) 2026-06-11T14:07:44-03:00Lucas Oliveira Chiattiperiodicos@unisa.brLucas Ribeiro Borges de Carvalhoperiodicos@unisa.br<p><strong>Introdução</strong>: O Brasil apresenta uma das maiores prevalências de cesarianas do mundo, influenciado por fatores clínicos, sociodemográficos e estruturais. Embora essencial em situações de risco, o aumento de cesáreas não justificadas clinicamente tem levantado preocupações sobre medicalização do parto, desigualdade de acesso e impactos éticos na assistência obstétrica. <strong>Métodos</strong>: Estudo epidemiológico observacional, transversal analítico, utilizando dados do SINASC/DATASUS. Foram incluídos nascidos vivos entre 2013 e 2023, avaliando-se idade materna, escolaridade, raça/cor e número de consultas pré natais. A análise foi descritiva e comparativa entre macrorregiões. <strong>Resultados</strong>: Sudeste, Sul e Centro-Oeste apresentaram as maiores proporções de cesarianas (≥59%), enquanto Norte (47,8%) e Nordeste (52%) registraram prevalências menores. Idade materna avançada foi o fator com maior força de associação, especialmente para mulheres ≥35 anos. Escolaridade apresentou associação moderada, com maiores taxas de cesariana entre mulheres mais instruídas. Número de consultas pré-natais também se relacionou ao aumento de cesáreas nas regiões mais urbanizadas. Raça/cor mostrou a menor força de associação, mas evidenciou desigualdades: mulheres brancas apresentaram mais cesáreas, enquanto pretas, pardas e indígenas tiveram maior proporção de parto vaginal. Norte e Nordeste concentraram mais partos em adolescentes. <strong>Discussão</strong>: Os resultados apontam que fatores sociais, estruturais e assistenciais influenciam fortemente a via de parto no Brasil. A elevada medicalização do parto evidencia implicações éticas e sociais importantes, refletindo desigualdade de acesso, práticas intervencionistas e decisões nem sempre baseadas em necessidade clínica. <strong>Conclusão</strong>: A prevalência de cesarianas no Brasil segue elevada e heterogênea entre regiões. Idade materna, escolaridade, pré-natal e acesso ao sistema privado foram determinantes para maiores taxas de cesariana. Promover pré-natal adequado reduzir desigualdades e adotar modelos assistenciais baseados em evidências são fundamentais para diminuir cesáreas desnecessárias e garantir autonomia e segurança às gestantes.</p>2026-06-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque//periodicos.unisa.br/index.php/cienciaaberta/article/view/1241PANORAMA DA MORTALIDADE POR MELANOMA CUTÂNEO NO BRASIL2026-06-11T14:10:36-03:00Luísa Ribeiro Romitiperiodicos@unisa.brRossana Cantanhede Farias de Vasconcelosperiodicos@unisa.brAna Maria Bertelli Antonio Gallottiperiodicos@unisa.br<p><strong>Introdução</strong>: O melanoma cutâneo é uma neoplasia maligna de linhagem melanocítica que representa aproximadamente 90% dos óbitos por câncer de pele. A incidência global do melanoma vem crescendo nas últimas décadas, sendo influenciada pela exposição solar, envelhecimento populacional e mudanças comportamentais. No Brasil, sua letalidade é significativa, reforçando a importância de analisar as características epidemiológicas ao longo dos anos a fim de orientar ações de prevenção e diagnóstico precoce. O objetivo do presente trabalho é descrever e analisar as tendências de mortalidade por melanoma cutâneo no Brasil entre 2000 e 2023, segundo sexo, faixa etária e cor/raça. <strong>Metodologia</strong>: Estudo ecológico, descritivo e retrospectivo, baseado em dados brasileiros secundários do Instituto Nacional do Câncer e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística entre 2000 e 2023. Foram incluídos os óbitos por melanoma cutâneo, classificado sob o código C43 do CID-10. Tendências temporais foram avaliadas por Joinpoint Regression, estratificadas por sexo, faixa etária e cor/raça autodeclarada. <strong>Resultados e discussão</strong>: Entre 2000 e 2023, registrou-se um total de 36.328 óbitos por melanoma cutâneo no país. A mortalidade apresentou crescimento significativo entre os anos de 2000 e 2017, com variação percentual anual de 2,72%, seguido de estabilização entre 2017 e 2023. A população branca concentrou a maior taxa de mortalidade (13,45/1 milhão), representando 80,96% dos óbitos. Pardos e pretos apresentaram taxas de mortalidade relativamente inferior, mas com crescimento significativo durante todo o período. Entre os idosos, observou-se aumento progressivo da mortalidade, sobretudo acima dos 60 anos. Houve também redução expressiva de registros com raça/cor ignorada. <strong>Conclusão</strong>: Os achados demonstram desigualdades relevantes segundo sexo, faixa etária e cor/raça, com destaque para a vulnerabilidade de indivíduos do sexo masculino, acima dos 60 anos e brancos. Apesar da estabilização recente, a mortalidade permanece elevada, indicando necessidade de estratégias integradas de prevenção, rastreamento e acesso ao tratamento.</p>2026-06-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Ciência Aberta - Produção Discente em Destaque